Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mundial 2026: o risco de informar quando a bola rola e a liberdade recua

CPJ alerta para riscos a jornalistas no Mundial de 2026, incluindo buscas na fronteira, deportações, ameaças físicas e necessidade de preparação e apoio

Vedação de segurança com imagem do Campeonato do Mundo no Estádio de Boston, em Foxborough, EUA
0:00
Carregando...
0:00
  • Mundial de 2026 (Canadá, México e EUA) espera cerca de cinquenta mil repórteres, com o CPJ a alertar para preocupações de segurança para além do campo.
  • Nos Estados Unidos, há relatos de interrogatórios prolongados e buscas a dispositivos à chegada, com vistos revogados e deportações para jornalistas estrangeiros.
  • No México, o risco é físico: investigação sobre corrupção ou violações de direitos humanos pode resultar em ameaças e agressões, com ataques digitais e no terreno.
  • O CPJ, em parceria com a rede U.S. Journalist Assistance Network, disponibiliza apoio: linha jurídica gratuita 24 horas e assistente virtual no WhatsApp para orientar sobre protocolos de segurança.
  • Recomendação prática: limpar dispositivos de dados sensíveis antes de viajar; em zonas de fan zones, usar EPI e manter vigilância; há apoio financeiro de emergência e aconselhamento para equipas de reportagem.

Mais de 50 mil jornalistas devem cobrir o Mundial de futebol 2026, a realizar-se no Canadá, no México e nos Estados Unidos. O Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) alerta para riscos de segurança que podem afetar a atuação dos media, entre fronteiras e protestos.

O CPJ sublinha que, para muitos profissionais, o maior desafio não é a bola, mas a proteção física, a liberdade de expressão e a proteção de dispositivos de trabalho. Em especial, a vigilância de fronteiras, buscas a equipamentos e detenções podem comprometer a cobertura.

Nos EUA, palco da maioria dos jogos, há relatos de interrogatórios prolongados e fiscalizações a dispositivos eletrónicos à chegada. Registos apontam vistos recusados, ou deportações, sobretudo de jornalistas estrangeiros, gerando preocupação entre equipas internacionais.

No México, o risco é descrito como físico e direto. Investigações sobre corrupção ou violações de direitos humanos podem interessar a jornalistas, com potencial para assédio e agressões. O CPJ cita ataques, online e no terreno, contra profissionais de diversas áreas.

Apoio e preparação

O CPJ, em parceria com a rede U.S. Journalist Assistance Network, criou um apoio de emergência para jornalistas. Existe uma linha jurídica 24 horas e um assistente virtual no WhatsApp que fornece orientações de segurança.

Aconselha-se preparar previamente: limpar dispositivos de dados sensíveis, conhecer direitos legais em cada território e planear rotas de segurança. Em zonas de fan zones, o uso de EPI e a atenção ao ambiente são recomendados.

Além disso, são disponibilizados apoios financeiros de emergência e aconselhamento individual para reforçar a preparação das equipas de reportagem durante o Mundial 2026.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais