Um pontapé do destino é a narrativa de uma mulher que, apesar de se considerar feminista, reconhece que vive uma relação equilibrada com o marido. O texto descreve como o amor saudável coabita com a sua independência, dentro da mesma casa.
A história começa num estágio para comissários de bordo de uma companhia de aviação. Os dois protagonistas cruzam-se durante o penúltimo dia de estágio, num exercício de evacuação de emergência. O acidente transforma-se no momento que os junta.
Durante a simulação, a mulher desce primeiro pela manga inflável, seguindo o protocolo. O colega parte antes de ela sair totalmente, provocando um choque que lhe fere a face. O hematoma que resulta passa a definir a relação entre ambos.
Desenvolvimento
No dia seguinte, o estágio termina e o contacto entre ambos intensifica-se, com telefonemas diários. O inchaço da face diminui e dá lugar a uma nova dinâmica entre os dois, com a mulher a terminar o namoro anterior.
A narrativa descreve a evolução da relação a partir do incidente, sugerindo que o acaso pode ter sido o início de algo perspetivado como equilíbrio pessoal. A história encerra com a mudança afetiva já estabelecida.
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