- A narradora afirma que vive feliz com o marido, mantendo feminismo e independência, e que o amor saudável coexiste com a sua individualidade.
- Conheceram-se de forma não romântica: ambos eram estagiários para comissários de bordo e houve um acidente durante um exercício de evacuação.
- Durante a evacuação, ele não respeitou o tempo de espera e lançou-se antes de ela sair, acertando-a com um pontapé na maçã do rosto.
- O hematoma acabou por se tornar o pretexto que aproximou os dois, sugerindo que o acaso pode mover destinos amorosos.
- O estágio terminou no dia seguinte; ele ligou-lhe todos os dias, o inchaço desapareceu e ela terminou com o namorado anterior.
Um pontapé do destino é a narrativa de uma mulher que, apesar de se considerar feminista, reconhece que vive uma relação equilibrada com o marido. O texto descreve como o amor saudável coabita com a sua independência, dentro da mesma casa.
A história começa num estágio para comissários de bordo de uma companhia de aviação. Os dois protagonistas cruzam-se durante o penúltimo dia de estágio, num exercício de evacuação de emergência. O acidente transforma-se no momento que os junta.
Durante a simulação, a mulher desce primeiro pela manga inflável, seguindo o protocolo. O colega parte antes de ela sair totalmente, provocando um choque que lhe fere a face. O hematoma que resulta passa a definir a relação entre ambos.
Desenvolvimento
No dia seguinte, o estágio termina e o contacto entre ambos intensifica-se, com telefonemas diários. O inchaço da face diminui e dá lugar a uma nova dinâmica entre os dois, com a mulher a terminar o namoro anterior.
A narrativa descreve a evolução da relação a partir do incidente, sugerindo que o acaso pode ter sido o início de algo perspetivado como equilíbrio pessoal. A história encerra com a mudança afetiva já estabelecida.
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