- Portugal foi eleito para o Conselho de Segurança da ONU, na qualidade de membro não permanente, à primeira volta.
- O país alcançou 134 votos, superando a Áustria e deixando a Alemanha de fora.
- Treze anos de intensa atividade diplomática atravessaram sete governos e três Presidentes da República.
- O apoio de países de língua portuguesa, boas relações com a União Africana e com a América Latina, e a convergência com nações de pequena dimensão explicam o resultado, assim como territórios com “problemas marítimos”.
- Diplomatas destacam que Portugal é visto como quem dá voz aos mais pequenos e apontam o contributo do posicionamento internacional da Alemanha para o sucesso.
Portugal foi eleito para o Conselho de Segurança da ONU como membro não permanente, na última quarta-feira, à primeira volta. A votação ocorreu no âmbito da Organização das Nações Unidas, com Portugal a assumir o lugar entre os 15 membros do órgão, por um período de dois anos.
O resultado apontou 134 votos a favor, superando a Áustria e deixando de fora a Alemanha. A eleição encerra uma campanha diplomática de 13 anos, que atravessou sete governos e três Presidentes da República, segundo diplomatas envolvidos no processo.
A explicação comum entre analistas aponta para o alinhamento internacional de Portugal com países de língua oficial portuguesa, bem como para relações estreitas com a União Africana, a América Latina e outras democracias de pequena dimensão com temas marítimos relevantes. O papel irá, segundo fontes, permitir defesa de vozes menos potentes no cenário global.
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