- Mais de 60% dos voos no Aeroporto de Lisboa não se tinham concretizado até ao final da manhã.
- Pelo menos 48% dos alunos não puderam realizar a prova de Língua Portuguesa.
- Escolas fecharam por todo o país; a reunião de câmara na capital foi adiada.
- A bilheteira da Casa da Música, no Porto, não abriu; nos grandes centros houve constrangimentos nos transportes públicos e longas filas.
- O serviço da Agência Lusa foi suspenso e a produção noticiosa reduziu-se ao mínimo; a AIMA diminuiu a atividade em 15%.
Grave, mas residual e muito expressiva, a greve geral refletiu-se hoje em Portugal de forma dispersa, com impactos significativos em transportes, educação e comunicação. Em Lisboa, mais de 60% dos voos não se realizaram até ao meio da manhã, segundo fontes do setor. O funcionamento de serviços públicos foi afectado.
Ao nível escolar, pelo menos 48% dos alunos ficaram impedidos de realizar a prova de Língua Portuguesa. Em várias regiões, as escolas encerraram ou funcionaram em regime mínimo. O encontro da Câmara da capital foi adiado, enquanto funções administrativas ficaram mais limitadas.
O movimento foi sentido de forma abrangente nos transportes públicos, com longas filas em zonas centrais e em interfaces de mobilidade. Em torno do Hospital de São João, a atividade quotidiana ficou praticamente parada, destacando-se a redução de atividade de unidades e serviços.
A Casa da Música, no Porto, encerrou portas, e a bilheteira não abriu. Noutros locais, o impacto foi variável, com algumas lojas a manter portas abertas e outras a encerrar temporariamente. A Agência Lusa suspendeu o serviço informativo durante a manhã.
Entidades públicas e privadas reportaram reduções na produtividade. A AIMA indicou uma quebra de 15% na atividade, enquanto várias operações de comunicação social limitaram a produção a níveis mínimos. Consultas médicas sofreram adiamentos, com algumas realizadas, conforme a organização de cada instituição.
Os motivos associados ao movimento estão ligados a negociações laborais em curso, com pretensões de alterações no pacote laboral. O governo e as entidades sindicalistas mantêm contactos, sem que haja, até ao momento, uma definição clara de evoluções próximas.
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