- A Associação Nacional de Sargentos (ANS) considera o programa civico-militar proposto pela AD superficial e de cariz publicitário, afirmando que não resolve a retenção de efetivos.
- A recomendação aprovada na sexta-feira previa três a seis semanas de duração, uma retribuição única de 439 euros no final e a possibilidade de carta de condução gratuita.
- A ANS sustenta que os militares precisam de perspetivas de futuro, estabilidade e respeito pela Lei das Bases Gerais do Estatuto da Condição Militar.
- Os sargentos dizem que o respeito pela condição militar vale mais do que 439 euros, criticando o bloqueio de carreiras, falta de perspetivas de progressão e degradação das condições assistenciais.
- A associação relembra que ainda não foi publicado o decreto que fixa os efetivos para o triênio 2025-2027, o que atrasa promoções e gera esbulho remuneratório para quem tem vaga a 1 de janeiro.
A Associação Nacional de Sargentos (ANS) criticou hoje as medidas do programa cívico-militar apresentado pela AD, dizendo que são superficiais e com cariz publicitário. Segundo a ANS, estas ações não resolvem a retenção de efetivos nas Forças Armadas.
A recomendação do PSD/CDS-PP, aprovada na sexta-feira, prevê um programa de atração de jovens com duração de três a seis semanas, pagamento único de 439 euros no final e a possibilidade de obtenção da carta de condução gratuita. A ANS afirma que o alistamento requer perspetivas de futuro, estabilidade e respeito.
Contexto das críticas
A ANS sustenta que o respeito pela Lei das Bases Gerais do Estatuto da Condição Militar é essencial e que medidas de cariz publicitário não resolvem o problema de fundo da retenção de militares. O texto acrescenta que existem preocupações na carreira, assistencialidade e progressão que não devem ser negligenciadas.
A associação lembra ainda que não foi publicado o decreto que fixa os efetivos para o triénio 2025-2027, mantendo-se em vigor o diploma de 2022-2024. Segundo a ANS, a ausência de definição de efetivos compromete promoções e o planeamento financeiro dos militares.
A ANS questiona como pode haver progressão vertical no horizonte próximo quando atrasos administrativos persistem. Salienta que as dificuldades financeiras têm impacto direto na vida dos militares no ativo e nas perspetivas de futuro na instituição.
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