- A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa lançou a iniciativa Boas Causas, em parceria com a Media Livre, para mostrar como as receitas dos jogos sociais são devolvidas à sociedade em áreas como ação social, saúde, educação, proteção civil, desporto e cultura.
- O projeto quer incluir 13 histórias reais, apresentadas pela imprensa, para evidenciar o impacto social das receitas dos Jogos Santa Casa.
- A SCML afirma que cerca de 97,3% das receitas dos jogos sociais do Estado regressam à sociedade através de prémios, benefícios, impostos e apoio a mediadores, entre outros.
- Em 2025, os Jogos Santa Casa devolveram 3,057 mil milhões de euros à sociedade, dos quais 702 milhões de euros foram distribuídos diretamente para respostas sociais ou causas públicas; o total entregue ao Estado nesse ano foi de aproximadamente 870 milhões de euros.
- Existem mais de 5.200 pontos de venda dos Jogos Santa Casa, que geram rendimento a milhares de pequenos negócios, contribuindo para o funcionamento de várias entidades e serviços públicos.
Na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), o provedor Paulo Sousa apresenta a iniciativa Boas Causas, criada em parceria com a MediaLivre. O objetivo é mostrar como as receitas dos Jogos Santa Casa retornam à sociedade, através de áreas como ação social, saúde, educação, desporto, proteção civil e cultura. O projeto chega em parceria com o Correio da Manhã e a CMTV, que vão partilhar 13 histórias reais.
Sousa explica que Boas Causas pretende esclarecer ao público a distribuição das receitas dos jogos do Estado. O contacto com os canais da MediaLivre permite chegar a um vasto conjunto de pessoas, para que entendam o impacto social do apoio fornecido pelas receitas dos Jogos Santa Casa.
A iniciativa também visa sensibilizar a população para o papel dos jogos sociais na melhoria de vidas e para o envolvimento cívico no apoio a causas públicas. O projeto pretende, assim, ampliar a compreensão sobre o funcionamento destas receitas junto da sociedade.
O que está em jogo
O primeiro episódio da série apresenta 13 histórias reais que demonstram o envolvimento das receitas dos Jogos Santa Casa em entidades públicas e sociais. A ideia é evidenciar o alcance do apoio financeiro criado pelos apostadores.
Paulo Sousa reforça que a maior parte do dinheiro gerado pelos jogos retorna à sociedade. Em 2025, por exemplo, a SCML devolveu 3,057 mil milhões de euros, sendo 702 milhões diretamente para respostas sociais ou causas públicas.
Dados-chave sobre as receitas
Em 2025, o total devolvido ao Estado atingiu aproximadamente 870 milhões de euros. A campanha da SCML aponta que, quando um português joga, beneficia também terceiros, nomeadamente pessoas a receber apoio e serviços públicos.
A história da origem social dos Jogos Santa Casa remonta ao século XVIII, com a Lotaria Nacional para financiar instituições como o Hospital Real. Desde então, as receitas têm financiado áreas públicas, incluindo proteção à infância e, mais recentemente, saúde e educação.
Impacto territorial e económico
A rede de mediadores envolve mais de 5.200 pontos de venda pelo país, gerando rendimento para pequenos negócios familiares. Parte significativa das receitas é destinada a serviços do Estado, como saúde, educação e proteção civil.
Sousa observa que as receitas, que chegam a centenas de milhões de euros anuais, financiam várias áreas prioritárias. Em conjunto, o modelo de redistribuição social é visto pela instituição como um instrumento de apoio público com impacto económico.
Estrutura de distribuição
Entre as componentes, aproximadamente 97,3% do valor das receitas retorna à sociedade, através de prémios, distribuição a beneficiários, impostos ou pagamentos a mediadores. A gestão sustenta serviços sociais e programas governamentais, com foco na proteção social.
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