- A campanha do Banco Alimentar Contra a Fome recolheu 1.930 toneladas de alimentos neste fim de semana, mais 2,5% face à campanha homóloga de 2025.
- A recolha envolveu cerca de 40 mil voluntários em mais de duas mil superfícies comerciais em todo o país.
- Isabel Jonet disse que o aumento expressa a solidariedade dos portugueses e que a conjuntura atual agrava a dificuldade de acesso à alimentação.
- As campanhas de recolha acontecem duas vezes por ano, normalmente nos últimos fins de semana de maio e de novembro, com recolha também online até 7 de junho.
- Os bens são encaminhados para armazéns regionais e distribuídos a 2.400 entidades beneficiárias, atingindo cerca de 370 mil pessoas em situação de pobreza.
O Banco Alimentar Contra a Fome recolheu 1930 toneladas de alimentos neste fim de semana, mais 2,5% face à campanha homóloga de 2025. O valor reflete o contributo de milhares de voluntários em todo o país.
A campanha envolveu cerca de 40 mil voluntários em mais de duas mil superfícies comerciais. Os bens recolhidos são considerados importantes num contexto de maior instabilidade global e de subida dos preços dos bens essenciais.
A presidente Isabel Jonet destaca que as doações mantêm a solidariedade dos portugueses, mesmo diante de difíceis perspetivas económicas para famílias em situação de carência alimentar.
Contexto e impactos da campanha
Antes do arranque, Jonet já apontava um aumento dos pedidos de apoio devido ao custo dos combustíveis e da habitação, com abril a registar mais pedidos de ajuda.
O aumento dos pedidos também é visto como reflexo da insegurança em relação à evolução do custo de vida, nomeadamente enquanto não se perspetiva uma melhoria rápida na curva de preços.
As campanhas nacionais ocorrem duas vezes por ano, nos últimos fins-de-semana de maio e novembro, para angariar alimentos básicos. A recolha online decorre até 7 de junho.
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