- Chega e Iniciativa Liberal acusaram o Governo de repetir práticas e erros do PS na saúde, durante a sessão na Assembleia da República sobre o PETS.
- Pedro Pinto, do Chega, apontou números de portugueses sem médico de família, listas de espera, encerramentos de maternidades e mortes nos corredores, desafiando a secretária de Estado Ana Povo a indicar apenas uma melhoria.
- O caso de uma grávida recusada no Hospital de Faro por não ter contactado a linha SNS 24 foi citado como reflexo das políticas do Governo, com pedido de demissão da ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
- O PS criticou a ministra, dizendo que ela tenta “escapar de fininho” ao escrutínio, e pediu mais confrontos sobre os resultados da saúde.
- Joana Cordeiro, da IL, pediu mais transparência na governação da saúde e lembrou que o PSD já criticava o PS quando estava na oposição; a secretária de Estado garantiu melhorias nas urgências e aumento de médicos de família, apesar do crescimento dos utentes.
O Chega e o IL acusaram o Governo de manter práticas e repetir erros dos executivos do PS na saúde, durante a sessão plenária da Assembleia da República. A interpelação ao Governo foi sobre os resultados do plano de emergência e transformação na saúde (PETS).
Pedro Pinto, líder parlamentar do Chega, afirmou que a gestão na saúde continua igual à do anterior governo socialista, apontando para listas de utentes sem médico de família, listas de espera, encerramentos de maternidades e mortes nos corredores dos hospitais. Desafiou a secretária de Estado, Ana Povo, a apresentar melhorias.
O caso recente da grávida recusada no Hospital de Faro, por alegadamente não ter contactado a linha SNS 24, foi citado como reflexo do Governo, segundo Pinto. A deputada Joana Cordeiro, da IL, reforçou críticas ao modelo de decisão sem explicar e pediu maior transparência na governação da saúde.
Acusações cruzadas
O PS criticou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmando que esta “escapa de fininho” ao escrutínio parlamentar. Carlos Pereira criticou a ausência da governante na sessão, enquanto a IL questionou se haverá mudança de mentalidades e gestão que torne a saúde mais transparente.
A secretária de Estado da Saúde respondeu que os números indicam melhorias nas urgências e um aumento do acesso a médico de família, apesar do aumento de utentes. Sobre o caso de Faro, reiterou que a mulher deveria ter sido admitida e que a situação está a ser analisada.
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