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Braga classifica calçada portuguesa como património de interesse municipal

Calçada portuguesa de Braga passa a património de interesse municipal, abrangendo setenta e quatro ruas, com salvaguarda financiada e valorização do espaço urbano

No total, a proposta conta com mais de sete dezenas de ruas, praças e largos
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  • A Câmara de Braga classificou a calçada portuguesa como património de interesse municipal, protegendo 74 ruas, praças e largos do centro histórico e do miolo urbano.
  • A decisão, tomada por unanimidade em reunião do executivo, permite intervenções especiais de salvaguarda financiadas para preservar este património.
  • O presidente da Câmara, João Rodrigues, sublinha que a proteção ajuda a manter a identidade do espaço urbano e a estimular intervenções públicas e privadas, incluindo a Basílica do Sameiro.
  • O processo, aberto em janeiro, viu o conjunto abranger mais locais após a discussão pública, fortalecendo a proteção do legado artístico e cultural de Braga.
  • No mesmo dia, a Câmara aprovou o projeto de reabilitação e ampliação da Escola Básica Frei Caetano Brandão, no valor de 16,5 milhões de euros, enquanto os pais da Escola Básica de São Lázaro reivindicam a reparação do ar condicionado, que enfrenta avarias desde 2018 e deverá ter uma peça disponível na próxima semana.

A Câmara de Braga classificou a calçada portuguesa existente no centro histórico e no miolo urbano como património de interesse municipal. A votação, unânime, ocorreu em reunião do executivo na sexta-feira, após um processo iniciado em janeiro.

A decisão abrange mais de 70 ruas, praças e largos, que passam a beneficiar de um regime especial de salvaguarda. A classificação pretende proteger a identidade do espaço urbano e valorizar o património cultural da cidade.

O presidente da Câmara, João Rodrigues, afirmou que a medida permitirá interventions especiais de financiamento para preservação. O autarca fez referência a exemplos em espaço público e privadas como a Basílica do Sameiro, destacando a proteção e o estímulo à calçada.

O processo de classificação ficou aberto em janeiro e recebeu apoio unânime de todos os membros do executivo, apesar de avisos sobre o estado degradado de várias zonas. A discussão pública permitiu ampliar o conjunto protegido.

Património em foco

Braga passa a ter a calçada portuguesa integrada num património municipal, com regime de salvaguarda específico. A medida visa assegurar a continuidade da manutenção, reabilitação e valorização do traçado histórico.

Aportando financiamento, o município poderá candidatar-se a fundos através de instrumentos europeus, nomeadamente para intervenções de conservação do espaços públicos que integram a calçada tradicional.

Educação domina debate

No Fórum Braga, o executivo aprovou o projeto de reabilitação e ampliação da Escola Básica Frei Caetano Brandão, num investimento de 16,5 milhões de euros. A intervenção chega 30 anos depois do atraso apontado.

Paralelamente, pais da Escola Básica de São Lázaro manifestaram-se para exigir a reparação do ar condicionado, que permanece avariado desde 2018, com nova avaria reportada recentemente.

O vereador Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, advertiu sobre o desconforto causado pelo clima na escola, pedindo solução imediata. O presidente da Câmara reiterou que a autarquia está atenta e que peças necessárias deverão chegar na próxima semana.

João Rodrigues sublinhou que o município já tem planos para a Escola Frei Caetano Brandão, com aprovação unânime que permite avançar com a candidatura a financiamento junto do Banco Europeu de Investimento (BEI).

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