Em Alta Eleições 2026 políticafuteboldesportoPortugalinternacionaisgovernopessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Reitoria da UP é questionada pela alegada conivência em assédio moral

Tribunal responsabiliza solidariamente a Universidade do Porto por assédio moral; dúvidas sobre a eficácia do Portal da Denúncia e mensagens às vítimas

Photo
0:00
Carregando...
0:00

A Universidade do Porto (UP) está a ser questionada ao nível da gestão de assédio moral no espaço académico. Em 2019, após uma ação iniciada em 2012, dois docentes da FMUP foram condenados por assédio moral a uma professora. A reitoria e o diretor da FMUP foram condenados solidariamente a pagar 30 mil euros.

Os réus recorreram da sentença para o tribunal superior, que a devolveu ao tribunal de primeira instância para correções. Seis anos depois, o tribunal de primeira instância confirmou a decisão, e todos os réus repetiram o recurso.

A UP possui um Portal da Denúncia, que assegura comunicação de práticas ilegais e defende transparência. Questiona-se se, diante de uma decisão comprovada, a instituição recorre de novo sem instaurar inquérito disciplinar.

Contexto jurídico

A sentença afirma que o diretor da FMUP e a reitoria não protegeram a professora, salientando a necessidade de uma atuação diligente por parte de instituições públicas de ensino superior, cujo prestígio depende de conduta ética.

O tribunal aponta que o diretor omitiu o dever de proteção dos direitos da trabalhadora, num ambiente laboral marcado pela desigualdade e pela discriminação. Por terem vínculos com a UP, os responsáveis foram considerados solidariamente responsáveis.

Os advogados da parte acusadora questionam a leitura dos princípios éticos da UP quanto à conduta dos seus membros. Pedem transparência sobre a fundamentação dos recursos apresentados pela reitoria.

A situação levanta dúvidas sobre a mensagem transmitida às vítimas de assédio. Não é esclarecido se houve abertura de procedimento disciplinar ou se a UP disponibilizou apoio à servidora afetada.

Enquanto o caso aguarda desfecho processual, a notícia acompanha o debate público sobre a responsabilização de instituições universitárias e a proteção de funcionárias vitimadas por assédio no trabalho.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais