- Mais de quatro centenas de gatos foram encontrados a viver enclausurados num apartamento em Concórdia, Santa Catarina, Brasil, numa intervenção motivada por um Termo de Ajustamento de Conduta assinado com a proprietária após ação do Ministério Público.
- A proprietária afirma que tinha apenas um casal de gatos, que se terá reproduzido de forma desordenada ao longo dos últimos dez anos.
- Os animais estão em quarentena, com parte a apresentar doenças resultantes das más condições de vida; avaliações veterinárias estão a ocorrer com o apoio de alunos do Instituto Federal Catarinense.
- O acordo prevê que os gatos sejam castrados e, de seguida, entregues a uma ONG para adoção; o número de animais já diminuiu devido a mortes e fugas por buracos nas telas.
- Existem dificuldades de acesso ao apartamento, já que a tutora não concorda com a entrada da equipa; o espaço tem cerca de 200 metros quadrados.
Mais de 400 gatos foram encontrados a viver enclausurados num apartamento em Concórdia, no estado de Santa Catarina, Brasil. A intervenção decorreu após uma ação do Ministério Público, que resultou num Termo de Ajustamento de Conduta assinado pela proprietária no final de abril. A gestão municipal indica que a dona do imóvel afirma ter começado com apenas um casal de felinos.
A diretoria municipal de bem-estar animal informou que os animais não puderam ser removidos de imediato e permanecem em período de quarentena. Parte deles encontra-se doente, em razão das más condições em que viviam. O trabalho envolve avaliação, quarentena e cuidados médicos.
Medidas e dificuldades
O acordo prevê que os gatos sejam encaminhados para castração e, posteriormente, para adoção através de uma ONG de proteção animal. A contagem de felinos já diminuiu devido à morte de alguns animais e à fuga de outros, por buracos nas telas de proteção.
A prefeitura confirma que agentes municipais, com apoio de alunos do curso de medicina veterinária do Instituto Federal Catarinense, realizam avaliações, colocação de chips e aplicação de medicamentos, mas enfrentam resistência da tutora em permitir a entrada da equipa no apartamento.
O imóvel fica numa área de cerca de 200 m², segundo a veterinária Juliana Lupatto, chefe da diretoria de bem-estar animal. A situação permanece em avaliação pelas autoridades locais.
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