- Uma sondagem encomendada pela rede de sex shops Espaceplaisir e realizada pelo Ifop com 1 011 mulheres entre os 15 e os 29 anos mostra que a importância do sexo está a diminuir entre a geração Z.
- Entre os 15 e os 24 anos, 38 por cento consideram a sexualidade muito importante ou essencial, face a 62 por cento em 1990; o grupo passou de 14 por cento a 9 por cento naquilo que consideram ser “essencial”.
- Aproximadamente metade das jovens diz que o sexo não é tão importante na vida, e 52 por cento afirmou que poderia viver com alguém sem ter relações sexuais; 56 por cento entre os 18 e 24 anos já imaginou uma relação platónica.
- Milhares de jovens relatam menos interesse pelo sexo: 62 por cento das mulheres entre os 20 e os 24 anos dizem sentir-se por vezes aborrecidas durante o sexo, contra 42 por cento em 1996; 74 por cento dizem estar satisfeitas com a vida sexual.
- O estudo aponta um aumento do uso de brinquedos sexuais: 36 por cento das mulheres entre os 18 e os 24 já utilizaram um brinquedo sozinhas (versus 30 por cento em 2017); a explicação inclui maior satisfação nas relações com parceiros e maior expressão da masturbação. Em paralelo, um projeto de lei aprovado em início de ano revoga o conceito de “direitos conjugais” que obrigaria ter relações sexuais no casamento.
O Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop), a pedido da cadeia de sex shops Espaceplaisir, divulgou um estudo com 1011 mulheres de 15 a 29 anos. O objetivo é medir a importância atribuída ao sexo e a abertura para discussões sobre masturbação.
Entre as jovens francesas, a importância do sexo na vida está a diminuir. Na faixa etária 15-24, apenas 38% consideram a sexualidade muito importante ou essencial, face a 62% em 1990. O grupo também registou menos pessoas a considerar o sexo como essencial (14% para 9%).
Mudanças na percepção
Os resultados mostram pouca variação entre heterossexuais, bissexuais ou lésbicas quanto à importância do sexo. Cerca de metade das jovens da geração Z afirma que o sexo não é assim tão relevante. Além disso, 52% admite poder viver com alguém sem ter relações.
Mais da metade (56%) das jovens entre 18 e 24 anos admite imaginar uma relação platónica com o parceiro. A percepção de que o casamento envolve obrigações sexuais permanece enraizada, apesar de avanços legislativos recentes.
Dados adicionais e contextos
O estudo aponta que 62% das mulheres entre 20 e 24 anos já sentiram tédio durante o sexo, comparação com 42% em 1996. Ainda assim, 74% referem estar satisfeitas com a sua vida sexual. A Ifop associa parte do fenómeno ao aumento do uso de brinquedos sexuais.
A entidade aponta que o reforço do prazer feminino e a discussão feminista contribuem para uma mudança de dinâmica, privilegiando a qualidade sobre a quantidade. Em relação a prática, 36% das jovens já usaram brinquedos sexuais sozinhas, subindo face a 30% em 2017.
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