- Trabalhadores do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) protestaram, nesta quarta-feira em Lisboa, contra a precariedade laboral e pela integração nos quadros da Administração Pública.
- A manifestação envolve cerca de setenta empregados com contratos associados ao Plano de Recuperação e Resiliência, considerados permanentes pelo instituto.
- A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) acusa o Governo de manter um padrão de contratação via verbas europeias, com vínculos precários.
- Os trabalhadores desempenham funções de análise de candidaturas a programas de habitação, como o Porta 65 e apoios ao arrendamento; a perda destes profissionais pode afectar o serviço.
- A FNSTFPS diz ter promovido greves e reuniões, e embora tenham sido autorizados alguns concursos para vínculos efetivos, o número é visto como insuficiente para responder às necessidades.
Os trabalhadores do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) concentraram-se em Lisboa, nesta quarta-feira, para exigir o fim da precariedade laboral e a integração nos quadros da Administração Pública. Cerca de 70 funcionários estão envolvidos.
A mobilização aponta para contratos associados ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que, segundo os trabalhadores e sindicatos, correspondem a necessidades permanentes do instituto. A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais acusa o Governo de recorrer sistematicamente a verbas europeias para manter vínculos precários.
Joaquim Ribeiro, dirigente sindical, considera que a situação no IHRU não é isolada e cita casos semelhantes na Segurança Social e no Ministério da Agricultura. O responsável destaca que serviços de análise de candidaturas a programas de habitação dependem destes trabalhadores, com contratos a termo.
Parágrafo de apoio: Muitos profissionais do IHRU trabalham na análise de candidaturas a programas como Porta 65 e apoios ao arrendamento. A saída destes trabalhadores pode comprometer a capacidade de resposta do instituto, segundo o sindicalista.
A FNSTFPS afirma ter promovido greves, concentrações e reuniões com o Governo, sem que haja reconhecimento claro da natureza permanente destas funções. Parcialmente, foram anunciados concursos para vínculos efetivos, mas o número é visto como insuficiente.
Os trabalhadores defendem a criação de soluções que assegurem estabilidade laboral e o reconhecimento das funções que têm exercido há anos no IHRU, com impacto direto na resposta às necessidades de habitação das populações.
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