Enrique Riquelme apresentou nesta quarta-feira a sua candidatura à presidência do Real Madrid, num ato junto ao Estádio Santiago Bernabéu. O empresário disputa as eleições de 7 de junho contra Florentino Pérez, com o foco nas perspetivas de futuro do clube e na eventual privatização.
Riquelme afirmou que o clube pode deixar de pertencer aos sócios se avançar a privatização, ponto que considera central para os próximos anos. O projeto não se concentra apenas no desporto, incluindo diversas medidas para o funcionamento global do Real Madrid.
Entre as propostas, destacam-se a expansão do complexo Valdebebas, a gestão do património, a internacionalização da marca e a criação de uma agência de viagens associada ao clube. O objetivo é responder às preocupações dos adeptos e reforçar a participação dos sócios.
Relativamente à participação dos sócios, o candidato antecipa alterações importantes, incluindo uma abertura gradual da voting rights e mudanças no modelo de votação, já com promessas de maior transparência. Afirmou também que vai introduzir medidas de participação more ampla.
No que diz respeito a Valdebebas, Riquelme propõe revitalizar o quartel-general dos merengues, com um clube-house considerado o coração do projeto. A ideia é criar uma cidade do sócio onde familiares possam acompanhar jogos e eventos.
Sobre o orçamento e gestão de bilhética, o candidato avançou que planeia reduzir em 50% a quota de sócio, reconhecendo um impacto de sete milhões. Também propôs abrir a lista de espera, com 10 000 novas vagas para sócios existentes através de sorteio.
As propostas refletem uma visão centrada no sócio como prioridade, com foco inicial em ações sociais e na participação de famílias de adeptos. O projeto mantém a linha de uma gestão mais próxima do clube e de seus associados, sem entrar noutras áreas esportivas.
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