Em 2025, quase metade dos utilizadores de internet em 20 países da UE encontrou mensagens online consideradas hostis para grupos ou indivíduos, segundo o Eurostat. O estudo aponta que a mentalidade tóxica persiste em múltiplos contextos digitais.
As mensagens atacaram pessoas pela política, pela raça, pela religião, pela orientação sexual e por outras características. Também houve conteúdo dirigido a sexo, idade e deficiência, entre outros traços pessoais. Os casos são generalizados.
Um estudo na revista Nature indica que homens jovens aparecem com maior frequência como alvo de hostilidade em debates políticos online. Os investigadores destacam que as plataformas refletiriam tensões socioeconómicas e políticas existentes fora das redes.
Além disso, o Observatório Europeu do Ódio Online informa que, no último trimestre de 2025, a Europa Ocidental registou os níveis mais elevados de toxicidade online, seguida pela Europa do Sul, enquanto a Europa de Leste apresentou índices mais baixos.
Entre as plataformas, o X surge como a mais tóxica, seguido por YouTube, Facebook, Instagram e TikTok. No entanto, alguns campos de toxicidade permaneceram estáveis ou com pequenas reduções ao longo do tempo.
Dados de 2024 indicam que o X, nesse ano, registou uma pontuação de 0,24 na escala do Observatório, a maior parte da variação refletindo o esforço de moderação e o contexto regional.
Entre na conversa da comunidade