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Ausência de mulheres e minorias no trabalho e na escola é tema de expectativas

Estudo revela que a maioria não repara na ausência de mulheres e minorias em cenários como universidades ou conferências, mascarando a diversidade real

Estudo mostra que há uma "cegueira" quando certas minorias não estão presentes: as minorias podem ser mulheres, pessoas negras ou homens, dependendo do contexto
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  • Estudo publicado na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) mostra cegueira à ausência de minorias em cenários como universidades, jardins-de-infância e conferências.
  • A maior parte dos participantes não reparava na ausência de mulheres ou de grupos étnicos, mesmo quando se pretende promover diversidade.
  • Notaram mais a presença de grupos maioritários do que a ausência de minorias; por exemplo, a ausência de mulheres educadoras de infância é mais visível do que a de homens nessa área.
  • Em experiências com artigos de neurocirurgiões, 81% dos inquiridos não repararam na ausência de mulheres especialistas; em imagens, as caras brancas ausentes foram reparadas 87% vs. 42% no caso de caras negras ausentes.
  • Os investigadores concluem que a ausência pode passar despercebida, mascarando desigualdade, e sugerem perguntar “Quem está a faltar?” para promover ambientes mais inclusivos.

No estudo publicado na revista PNAS, investigadores de NYU, da Universidade Reichman e da Universidade Hebraica de Jerusalém mostram que a ausência de mulheres ou de minorias em cenários como universidades, conferências ou salas de trabalho costuma passar despercebida pela maioria das pessoas. A cegueira ocorre mesmo entre quem defende a diversidade.

A pesquisa revela que os participantes notavam mais facilmente a presença de membros de grupos minoritários quando estes estavam presentes, do que quando estavam ausentes. Além disso, grupos majoritários eram detectados com maior facilidade que minorias presentes apenas em números reduzidos.

Mudanças de tema

Os autores explicam que a percepção é influenciada pelo que está no ambiente e não pela ausência de determinados grupos. A ausência de mulheres educadoras de infância, por exemplo, era menos notada do que a presença de homens na mesma área.

Foram realizados diversos experimentos: em artigos assinados por neurocirurgiões, a ausência de mulheres passou quase despercebida por 81% dos inquiridos; em imagens com perfis raciais, houve maior dificuldade em reconhecer ausências de pessoas negras do que de brancas.

Implicações e contexto

Em conferências e eventos, muitos participantes não identificam a falta de oradores de minorias até serem questionados. A maioria dos entrevistados na Universidade Hebraica não notou a ausência de colegas palestinianos sem uma avaliação externa.

Os investigadores defendem que a falta de reconhecimento pode mascarar desigualdades, tornando ambientes mais diversificados do que realmente são. Recomenda-se questionar quem está a faltar para promover contextos mais inclusivos.

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