No estudo publicado na revista PNAS, investigadores de NYU, da Universidade Reichman e da Universidade Hebraica de Jerusalém mostram que a ausência de mulheres ou de minorias em cenários como universidades, conferências ou salas de trabalho costuma passar despercebida pela maioria das pessoas. A cegueira ocorre mesmo entre quem defende a diversidade.
A pesquisa revela que os participantes notavam mais facilmente a presença de membros de grupos minoritários quando estes estavam presentes, do que quando estavam ausentes. Além disso, grupos majoritários eram detectados com maior facilidade que minorias presentes apenas em números reduzidos.
Mudanças de tema
Os autores explicam que a percepção é influenciada pelo que está no ambiente e não pela ausência de determinados grupos. A ausência de mulheres educadoras de infância, por exemplo, era menos notada do que a presença de homens na mesma área.
Foram realizados diversos experimentos: em artigos assinados por neurocirurgiões, a ausência de mulheres passou quase despercebida por 81% dos inquiridos; em imagens com perfis raciais, houve maior dificuldade em reconhecer ausências de pessoas negras do que de brancas.
Implicações e contexto
Em conferências e eventos, muitos participantes não identificam a falta de oradores de minorias até serem questionados. A maioria dos entrevistados na Universidade Hebraica não notou a ausência de colegas palestinianos sem uma avaliação externa.
Os investigadores defendem que a falta de reconhecimento pode mascarar desigualdades, tornando ambientes mais diversificados do que realmente são. Recomenda-se questionar quem está a faltar para promover contextos mais inclusivos.
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