- O ministro da Administração Interna negou contradições sobre o primeiro pedido de demissão do secretário-geral adjunto e garantiu que nenhum facto belisca Viegas Nunes na presidência da SIRESP.
- Luís Neves explicou que houve troca de comunicações com o seu gabinete e que o secretário-geral adjunto percebeu a necessidade de um documento claro para a comunicação social.
- A Lusa revelou emails, de 28 de abril, de António Pombeiro a justificar o pedido de demissão por irregularidades na SIRESP durante a gestão de Viegas Nunes; Pombeiro voltou a pedir demissão na sexta-feira.
- Neves disse que Pombeiro permaneceu a trabalhar e apresentou a demissão na sexta-feira, ao comunicar pessoalmente a nomeação do novo presidente da SIRESP, o general Paulo Viegas Nunes.
- O ministro rejeitou irregularidades na gestão da SIRESP durante a presidência de Paulo Viegas Nunes (2022 a 2024), citando o relatório da Inspeção Geral de Finanças que, segundo ele, não aponta factos de ética criminal ou ilegalidade.
O ministro da Administração Interna negou hoje que exista qualquer contradição sobre o primeiro pedido de demissão do secretário-geral adjunto. Luís Neves garantiu que nenhum facto público belisca Viegas Nunes na presidência da SIRESP, empresa que gere a rede.
Em resposta a perguntas de jornalistas, o ministro explicou que houve uma troca de comunicações com o seu gabinete. O secretário-geral adjunto, António Pombeiro, pensou estar sob investigação do seu conhecimento, mas entendeu a necessidade de um documento claro para a comunicação social.
Segundo Neves, após esse esclarecimento, Pombeiro continuou a desempenhar o seu trabalho. O secretário-geral adjunto apresentou a demissão na sexta-feira, informando pessoalmente a nomeação de Paulo Viegas Nunes como novo presidente da SIRESP.
Contexto
O Governo cita um relatório da Inspeção Geral de Finanças sobre a SIRESP para sustentar a posição de que não houve irregularidades a apontar à gestão de Viegas Nunes, que esteve à frente da empresa entre 2022 e 2024. O ministro reiterou que não existem factos que indiquem ilegalidades.
O que motivou o primeiro pedido de demissão de Pombeiro foi, alegadamente, uma avaliação de irregularidades durante a gestão da SIRESP. A demissão foi apresentada após a nomeação do sucessor para a presidência da empresa que gere a rede.
Entre na conversa da comunidade