Em Alta Eleições 2026 políticafuteboldesportoPortugalinternacionaisgovernopessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Pegada colonial e colorismo na Índia em perspectiva histórica

Colorismo na Índia, legado do colonialismo, continua a moldar padrões de beleza, poder e o mercado de clareamento de pele

Megafone P3
0:00
Carregando...
0:00

Na Índia, o colorismo persiste como herança do colonialismo, onde a pele mais clara é associada a autoridade e prestígio. A observação ocorreu numa cerimónia escolar, onde várias crianças estavam maquilhadas com tons brancos.

Segundo relatos recolhidos, os pais justificaram a prática dizendo que a aparência é considerada mais bonita. O episódio ilustra uma percepção social profundamente enraizada que valoriza a tonalidade da pele.

A narrativa histórica ajuda a enquadrar o fenómeno: textos tradicionais hinduístas celebram a beleza de peles escuras, mas séculos de domínio britânico alteraram as hierarquias de poder a favor de tons mais claros.

Durante o períodos coloniais, cargos de comando favoreceram indivíduos de pele clara, consolidando uma consciência racial que se mantém na atualidade. As consequências repercutem no acesso a oportunidades e reconhecimento social.

O impacto é visível no mercado de beleza: empresas de clareamento de pele gerem uma indústria estimada em 450 milhões de dólares, enquanto anúncios matrimoniais promovem a pele clara como ideal.

A ativista Kavitha Emmanuel, fundadora do movimento Dark is Beautiful, enfatiza que o colorismo envolve poder, estatuto e superioridade percebida, indo além da estética.

No contexto europeu, persiste a perceção de superioridade que se traduz em preconceitos sobre o Sul Global, moldando atitudes e políticas públicas de forma indireta e invisível.

Em Portugal, a relação com a diáspora indiana, brasileira ou angolana revela ambivalência entre acolhimento cultural e dúvidas sobre pertença, refletindo o peso de legados coloniais.

O artigo sublinha a necessidade de reconhecer o legado colonial e descolonizar a psique coletiva, evitando que preconceitos persistam sob novas formas na sociedade contemporânea.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais