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Ana Bárbara Pedrosa diz que a esquerda põe os oprimidos no mesmo saco

Ana Bárbara Pedrosa, escritora do Expresso e militante do Bloco de Esquerda, aponta crise da esquerda, liga o Chega ao dano e define a autodeterminação de género como questão da saúde

"Há uma parte da retórica que importa recuperar e que a esquerda tem sido incapaz de o fazer"
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  • Ana Bárbara Pedrosa é escritora e colunista do semanário Expresso, tem 36 anos e milita no Bloco de Esquerda desde os 18, embora com menor atividade atualmente.
  • Diz que a esquerda enfrenta uma crise de identidade e que o surgimento do Chega contribuiu para esse fenómeno.
  • Contacta com a ideia de recuperar uma parte da retórica que julga ter sido perdida pela esquerda.
  • Não gosta do debate sobre a autodeterminação de género.
  • A autora aponta que o problema dos transexuais, na sua perspetiva, é uma matéria do Ministério da Saúde.

Ana Bárbara Pedrosa, escritora e colunista do semanário Expresso, tem 36 anos e permanece ligada ao Bloco de Esquerda desde os 18, embora com atividade recente mais reduzida. Em entrevista, a autora aponta que a esquerda enfrenta uma crise de identidade e que o surgimento do Chega contribuiu para agravar esse fenómeno.

Pedrosa sustenta que existe uma parte da retórica que precisa ser recuperada pela esquerda, uma linha de discurso que, na sua perspetiva, tem sido esquecida ou negligenciada pelo movimento. A autora analisa ainda o impacto desse apagamento retórico na construção de unidade interna e na perceção pública do espaço político de esquerda.

A comentar a temática da autodeterminação de género, a autora expressa reservas quanto ao debate atual, referindo que o problema que envolve transexuais deveria, na sua visão, integrar a alçada de políticas públicas de saúde. A posição contrasta com leituras menos críticas que circulam no discurso público sobre identidade de género. Pedrosa reforça a necessidade de clarificar estratégias de comunicação da esquerda.

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