- Paulo Azevedo nasceu sem mãos e sem pernas há 45 anos, numa altura em que a medicina não detetava facilmente a sua condição durante a gestação.
- Hoje é ator, dá palestras e é pai de Gustavo e Matilde, considerando a paternidade uma das suas maiores conquistas.
- Enfrentou olhares e portas fechadas, mas viu no teatro um espaço onde houve sempre lugar para si, mesmo que a televisão portuguesa ainda encerre portas à inclusão.
- Diante de frases de descrédito, afirma que consegue fazer tudo, ainda que de forma diferente ou com mais tempo.
- A vida de Paulo é, para ele, a prova de que aquilo que outros diziam não era verdade.
Paulo Azevedo nasceu há 45 anos sem mãos nem pernas, numa altura em que a medicina não detetava facilmente a condição durante a gestação. Hoje é ator, faz palestras e é pai.
Nascido prematuro aos oito meses, a mãe Clara, aos 16, viu apenas que podia ser ainda pior. Ao longo da vida, recebeu olhares de curiosidade, mas desenvolveu estratégias para alcançar autonomia.
Durante a adolescência, surgiram dúvidas sobre relações e família. Hoje é pai de Gustavo e Matilde, considerada uma das maiores conquistas da sua vida. Mesmo com receios, afirma que consegue desempenhar o papel de pai.
Ao longo dos anos, ouviu que nunca pisaria determinado palco ou conseguiria dirigir. Ainda assim, encontrou no teatro um espaço onde acredita haver mais oportunidades de inclusão do que na televisão.
Trajetória profissional e contributos
Atualmente concentra-se no teatro e em palestras, onde partilha a sua experiência para incentivar quem enfrenta limites. A carreira televisiva em Portugal continua a apresentar obstáculos à inclusão, mas o teatro surge como campo de oportunidade.
A visão de Paulo é de que é possível ajustar métodos e tempos para cumprir tarefas cotidianas. A sua vida é apresentada como prova de que é possível ultrapassar desafios com perspetiva de perseverança.
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