Todos podem ser cientistas: festival de ciência-cidadã chega este sábado à Figueira da Foz.
A primeira edição do Festival Orla, uma mostra de projetos de ciência-cidadã, realiza-se neste sábado na Figueira da Foz. O objetivo é tornar a ciência participativa visível junto à foz do Mondego.
O evento é coordenado por Filipa Bessa, professora e investigadora do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra. A iniciativa reuni 12 projetos de ciência-cidadã na Marina da Figueira da Foz.
Às 14h30, o passeio pela beira-mar recebe investigadores e público. Os participantes poderão explorar como mapear polinizadores, monitorizar a qualidade do ar e compreender outras iniciativas em território português.
Filipa Bessa explica que a ciência-cidadã envolve a população desde a observação inicial até a fase de confirmação científica. O festival procura demonstrar que a participação pode ser contributiva e prática.
Projetos em mostra
Entre os projetos presentes estão Air Sense (qualidade do ar), Fit Count (contagem de insetos polinizadores), Bio Diversity 4 All (polinização), Biomaratona (identificação de seres vivos em rochas) e Gelavista (organismos gelatinosos).
Outros exemplos são iCoast (riscos costeiros), Invasoras.pt (espécies invasoras), Mosquito Web (identificação de mosquitos), Lixomarinho.pt (lixo nas praias), Athene (aprendizagem infantil), Portugal Pellets Watch (pellets de plástico) e Maré de Detectives (contaminação no vestuário).
A manhã de atividades ocorre no campus da Universidade de Coimbra, na Figueira da Foz, com apresentação da rede de ciência-cidadã em Portugal. O programa completo fica disponível no site da Universidade de Coimbra.
Vamos tornar a ciência mais visível
A iniciativa nasceu de Filipa Bessa e contou com o envolvimento de 14 pessoas, entre docentes e investigadores de seis centros da UC. O Orla foi financiado pela Universidade de Coimbra, no âmbito de uma promoção da cultura científica.
O festival pretende mostrar que a participação cidadã é viável e relevante. Fotografar natureza, registar dados e mapear fenómenos são formas simples de contribuir para a investigação.
A equipa vê a ciência-cidadã como uma ponte entre ciência e público, aproximando pessoas da prática científica. A Figueira da Foz marca o arranque de um conceito que pode expandir-se a outras zonas costeiras e ao interior.
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