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Creche do Porto encerra em junho, deixando 40 famílias sem solução

Creche privada A Flor encerra no Porto a 30 de junho por dificuldades financeiras e condições das instalações, deixando quarenta crianças sem solução para julho e agosto

A Escola Infantil A Flor tem a valência de berçário (dos 4 aos 12 meses) e de creche (dos 12 aos 36 meses)
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  • A creche Escola Infantil A Flor, no Porto, encerra a 30 de junho por dificuldades financeiras e problemas estruturais no edifício, afetando 40 crianças.
  • A decisão foi comunicada aos encarregados de educação numa reunião a 28 de abril; a escola tem protocolo com a Segurança Social através do programa Creche Feliz.
  • A directora afirmou que o encerramento não é intempestivo, apontando prejuízos mensais, necessidade de injetar dinheiro e a validade das infraestruturas após avaliação da Segurança Social.
  • Foi apresentada aos pais uma lista com 120 creches onde várias crianças já garantiram vagas, embora muitos ainda não tenham solução para julho e agosto.
  • A Segurança Social informou que ainda não recebeu comunicação de encerrar a resposta social, e a Junta de Ramalde disse estar a procurar apoio junto dos serviços municipais para ajudar as famílias.

A Escola Infantil A Flor, situada no Porto, vai encerrar a creche em junho por dificuldades financeiras e problemas estruturais no edifício. A decisão foi comunicada aos pais de 40 crianças numa reunião no final de abril, sem data definida para o encerramento.

A instituição, privada com protocolo com a Segurança Social através do programa Creche Feliz, enfrenta uma continuação de prejuízos mensais e uma vistoria que apontou salas pequenas e falta de funcionárias. A diretora indicou que obras exigidas não estavam viáveis.

Numa mensagem enviada aos encarregados de educação, a direção explicou que manter a escola aberta deixou de ser sustentável financeiramente, agravada pela indisponibilidade de obras e pela invalidação das suas instalações pela arquiteta. O encerramento ocorreu dia 30 de junho.

Situação atual

A diretora Mafalda Moreira informou que a escola já disponibilizou uma lista de 120 creches para as famílias recorrerem, com várias crianças já a assegurar vagas. No entanto, adotou-se o entendimento de que continuam em risco 40 bebés em creche, com várias famílias a encontrarem dificuldades para meses seguintes.

Encargos de educação ouvidos pela Lusa descrevem uma impossibilidade de arranjar soluções para julho e agosto, uma vez que o ano letivo só recomeça em setembro. Algumas mães mencionaram que as creches indicadas não possuem protocolo com a Segurança Social, elevando as mensalidades.

A Administração do Centro Distrital da Segurança Social, contactada pela agência, afirmou não ter recebido qualquer comunicação sobre o encerramento da Creche A Flor e referiu que cabe à instituição prestar esclarecimentos.

Perspetivas e apoio

Durante a reunião da Assembleia Municipal do Porto, funcionárias da creche pediram apoio público para encontrar solução para as famílias e para as educadoras, que ficarão sem emprego. A Junta de Ramalde mencionou que está atenta ao caso e que as opções dependem de negociações com a Segurança Social.

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