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Mais de metade das famílias com crianças em Portugal são filhos únicos

Portugal tem a maior percentagem de filhos únicos entre famílias com crianças na UE, sinalizando envelhecimento demográfico e redução de agregados com várias crianças

Em Portugal são cada vez mais raros os casos em que as famílias têm mais do que um filho
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  • Em Portugal, 25,1% das habitações com crianças, acima da média da União Europeia, mas é o país com maior proporção de filhos únicos entre os 27.
  • Entre as habitações com crianças, 61,8% são agregados com apenas uma criança, a percentagem mais elevada da UE.
  • Apenas 6% dos agregados com crianças em Portugal têm três ou mais filhos, posição menor dentro dos países analisados.
  • A tendência na UE é de menos crianças e mais adultos que vivem sozinhos; nos últimos anos houve crescimento de casas com um único adulto, para 76,1 milhões.
  • Em Portugal, 4,7% das habitações com crianças não tinham adultos a trabalhar, abaixo da média da UE (7,8%).

O Eurostat revelou dados de 2025 sobre as famílias com crianças na União Europeia, com Portugal a apresentar uma combinação de indicadores distinta. A percentagem de lares com crianças na UE situa-se nos 23,4%, cerca de 47,4 milhões de agregados. Em Portugal, esse indicador está acima da média europeia, mas destaca-se pela predominância de filhos únicos nos agregados com crianças.

Entre os agregados com crianças, a maior fatia é de casais com uma única criança. Em 2025, 50,2% desses agregados tinham uma criança, 37,6% tinham duas crianças e 12,2% tinham três ou mais. Em Portugal, a partir de 2024, a taxa de filhos únicos entre os agregados com crianças é de 61,8%.

Ao nível da população total, verifica-se crescimento assinalado de adultos que vivem sozinhos. Entre 2016 e 2025, os agregados formados por um único adulto aumentaram 19,2%, passando de 63,9 milhões para 76,1 milhões.

Tendência na UE

Os dados indicam que 76,6% das habitações são sem crianças. Destes, 37,5% são adultos a viver sós, 24,1% são casais sem filhos e 15,1% correspondem a outros agregados sem crianças. Em Portugal, a situação espelha a subida de adultos isolados, refletindo alterações demográficas.

A presença de casais sem crianças manteve-se estável, com incremento moderado de 3,3% entre 2016 e 2025. Por outro lado, a diminuição de casais com crianças foi de 6,3% no mesmo período. A tendência de menos crianças por agregado é difundida pela UE.

Portugal em destaque

Em Portugal, a percentagem de habitações com crianças continua acima da média europeia, situando-se em 25,1%. Contudo, é o país com maior peso de filhos únicos nos agregados com crianças, representando 61,8%.

Entre os países da UE, Portugal surge também com uma das menores taxas de famílias com três ou mais crianças (6%). A variação interna é visível quando comparada com situações como a Finlândia, onde apenas 18,2% dos agregados com crianças têm três ou mais filhos.

Nos agregados com crianças em Portugal, o indicador de atividade dos adultos é favorável: 61,3% têm pelo menos um adulto a trabalhar, acima da média de toda a UE (58%). A proporção de crianças em agregados sem adultos trabalhadores ficou em 4,7%, abaixo da média europeia (7,8%).

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