- A Federação Nacional de Professores (Fenprof) convocou uma grande manifestação nacional em Lisboa para defender a Escola Pública e exigir medidas políticas que valorizem a profissão.
- Os docentes dizem que a carreira continua desvalorizada, com sobrecarga de trabalho, precariedade, falta de atratividade e dificuldades na aposentação.
- A manifestação está marcada para as 15h de sábado, 16 de maio, após uma reunião entre sindicatos e governo que não progrediu na revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD).
- Em março de 2026, a Fenprof entregou ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação uma resolução que aponta a desvalorização da carreira e a falta de atratividade como problemas centrais.
- O ministro da Educação afirmou que existem mais de 20 mil professores disponíveis, mas não colocados, defendendo que o problema está na colocação e não na falta de docentes.
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) convocou para este sábado uma grande manifestação nacional em Lisboa, para exigir medidas políticas que valorizem a carreira docente e a Escola Pública. O protesto ocorre às 15h na capital.
Os docentes destacam que estão cansados da falta de resposta do governo, liderado pelo PSD de Luís Montenegro. A luta centra-se na desvalorização da carreira, sobrecarga de trabalho, precariedade, baixa atratividade e dificuldades na aposentação.
Propostas e negociações
A Fenprof acusa atrasos no processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD) e diz que as propostas apresentadas pelos sindicatos têm sido desconsideradas. A delegação sindical defende uma revisão que torne a profissão mais atrativa e estável, com melhores condições de trabalho.
Em março de 2026, a Fenprof entregou ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação uma resolução que aponta para a contínua desvalorização da carreira e a falta de atratividade. José Feliciano Costa informou à imprensa que a falta de professores agravou-se no segundo período letivo face ao ano anterior.
Contexto e justificações
A Federação também afirma que muitos docentes permanecem deslocados, exaustos e sem perspetivas de estabilidade. A organização sublinha a necessidade de políticas que dignifiquem a profissão, assegurando condições para uma Escola Pública com futuro. A manifestação resulta de uma série de iniciativas ao longo do ano letivo, incluindo reuniões, plenários e discussões em escolas, após o adiamento sucessivo do processo negocial.
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