- Mais de 40 mil participantes de 182 países vão reunir-se em Baku, entre 17 e 22 de maio, para a 13ª sessão do Fórum Urbano Mundial da ONU.
- ONU-Habitat alerta que 3 mil milhões de pessoas não têm habitação adequada e mais de 1 mil milhão vivem em bairros de lata ou assentamentos informais.
- O tema do WUF13 é “Habitar o mundo: Cidades seguras e resilientes”, com foco em soluções práticas sobre habitação social, terra, finanças e regularização de bairros informais.
- O evento reúne governos, prefeitos, planeadores urbanos, universidades, empresas e sociedade civil para discutir como construir cidades mais seguras, inclusivas e resilientes.
- O Azerbaijão apresenta-se como anfitrião capaz de entrar na agenda urbana global, destacando a reconstrução urbana, infraestruturas e desenvolvimento territorial como legado do fórum.
Mais de 40 mil participantes de 182 países vão reunir-se em Baku, na capital do Azerbaijão, para a 13ª edição do Fórum Urbano Mundial (WUF13), entre 17 e 22 de maio. A ONU-Habitat alerta para uma crise global da habitação.
A organização estima que 3 mil milhões de pessoas não têm habitação adequada e mais de 1 bilião vivem em bairros de lata ou assentamentos informais. A pressão recai sobretudo sobre África e Ásia, com risco de aumento até 2050.
O WUF13 funciona como a principal plataforma da ONU para discutir urbanização sustentável, habitação e resiliência. O tema é Habitar o mundo: Cidades e comunidades seguras e resilientes, com debates entre governos, cidades, negócios e sociedade civil.
Numa análise da ONU-Habitat, a habitação deixou de ser apenas uma questão social para ser estratégica económica, ambiental e política. A organização sublinha a ligação entre habitação, inovação, inclusão e resiliência climática.
Para o anfitrião, o Azerbaijão, sediar o WUF13 é uma oportunidade de posicionar-se na agenda urbana global, com foco em redesenvolvimento, reconstrução pós-conflito e investimento em infraestruturas. Especialistas destacam a experiência do país.
O evento contará com discussões sobre habitação social, direito à terra, finanças e assentamentos informais. Espera-se também abordar planeamento urbano digital, proteção contra inundações e mobilidade integrada.
Desde Nairobi, em 2002, o Fórum Urbano Mundial já passou por várias cidades, incluindo Barcelona, Vancouver, Rio de Janeiro e Cairo. A edição em Baku promete ser a maior já realizada.
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