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Bairro Alto mantém consumo de copos na rua após limitação da venda de álcool

Três meses após a limitação, o Bairro Alto mantém consumo na rua e ruído, com queda de faturação em bares e polémica sobre a eficácia da medida

Foto: Manuel de Almeida/Lusa
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  • O Bairro Alto, em Lisboa, continua a ver pessoas com copos na rua, mesmo após a proibição de venda de bebidas alcoólicas para consumo fora dos estabelecimentos.
  • A norma entrou em vigor há três meses: venda de álcool para consumo na via pública é proibida a partir das 23:00 de domingo a quinta-feira e a partir da meia-noite de sexta-feira para sábado e vésperas de feriado; o incumprimento pode gerar coima entre 150 e 3 mil euros.
  • Moradores e comerciantes dizem que não houve grandes diferenças e que as pessoas continuam a beber na rua, associando o fenómeno ao turismo na zona.
  • O balanço para os bares é de queda de faturação, com críticas à medida e à sua constitucionalidade; defendem medidas que proíbam o consumo na rua ou que imponham limites mais estritos.
  • Turistas valorizam a cidade e o ambiente, mas reconhecem o ruído, enquanto alguns residentes indicam a necessidade de equilibrar a vida nocturna com o descanso.

Bairro Alto, em Lisboa, mantém-se ativo à noite, com pessoas a circular pela calçada com copos na mão, mesmo após a proibição de venda de álcool para consumo na rua. A cidade implementou a medida para a madrugada, visando reduzir o ruído e o excesso de bebidas fora de estabelecimentos.

A regra entrou em vigor em toda a cidade, com exceção do período das Festas de Lisboa, e prevê coimas de 150 a 3000 euros para quem desrespeitar a proibição. Muitos moradores e comerciantes dizem não ter sentido mudanças significativas após três meses de aplicação.

Na prática, o ambiente continua marcado por bares, restaurantes e ruas movimentadas, com promotores a atrair clientela e turistas a circular entre estabelecimentos. A discussão pública mantém-se em torno de políticas de equilíbrio entre vida noturna e descanso dos residentes.

Perspectivas de moradores e comerciantes

A Associação de Moradores da Misericórdia aponta que o impacto é reduzido e defende que a solução passa por proibir o consumo de álcool na rua, apelando à coragem política do município. O objetivo é reduzir o ruído e o despovoamento da freguesia.

Alguns comerciantes destacam a dificuldade de impedir a saída de bebidas para a rua, mesmo com a limitação da venda. Observam uma redução de faturação aos fins de semana, mas mantêm que a cidade não pode eliminar a vida noturna associada ao Bairro Alto.

Realidade turística e discussões locais

Moradores antigos lembram que a área tem servido de palco a mudança urbana, com alojamentos e hotéis a ganharem lugar na paisagem. Defendem que a noite faz parte da identidade do bairro, mas pedem limites para preservar a qualidade de vida.

Turistas que passaram pela Rua do Diário de Notícias relatam ambiente animado e uma experiência de Lisboa positiva, destacando a segurança e o custo de vida relativamente acessível. A opinião sobre a medida varia entre quem vê benefício e quem prefere manter opções de consumo na rua.

Contexto institucional

A Câmara de Lisboa, sob a governação atual, justifica a norma como forma de reduzir o barulho e facilitar o descanso dos moradores. O debate continua entre intervenção pública e impactos económicos no setor da restauração e turismo.

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