- Quase dois em cada cinco trabalhadores dizem ter sido vítimas de assédio laboral, num estudo com cinco mil e quinhentos trabalhadores.
- O estudo descreve uma experiência laboral marcada por descompasso entre exigência, reconhecimento e recompensa.
- As maiores queixas concentram-se entre as mulheres, os mais jovens e as pessoas com maior escolaridade.
- Relatos indicam pouca empatia por parte das chefias e sugerem que o teletrabalho tem efeitos protetores, segundo o estudo.
- A matéria é de Paulo Pimenta.
Um estudo com 5500 trabalhadores aponta que quase dois em cada cinco foram vítimas de assédio laboral. A análise descreve uma experiência de trabalho marcada por descompasso entre exigências, reconhecimento e recompensa.
Os dados indicam que o assédio é mais relatado por mulheres, jovens e pessoas com maior escolaridade. A análise sugere que esses grupos enfrentam maior exposição a comportamentos inadequados no ambiente de trabalho.
O teletrabalho surge como fator de proteção, ao reduzir contactos presenciais. Ainda assim, o estudo não elimina o assédio, destacando que a empatia e a comunicação entre chefias e equipas continuam a ser problemas recorrentes.
Perfil das vítimas
Entre os respondentes, a perceção de falta de apoio por parte da liderança é comum. Desalinhamentos entre metas, reconhecimento e progressionais são apontados como fatores que agravam o ambiente laboral.
Desdobramentos e contexto
A pesquisa reforça a necessidade de políticas de prevenção e de formação de liderança. A redução de queixas depende de mudanças estruturais na gestão de pessoas e na cultura organizacional.
Fonte: Público, com base em entrevista a especialistas e dados do estudo. Paola Pimenta.
Entre na conversa da comunidade