- Investigadores cabo-verdianos e portugueses localizaram as celas de punição mais duras da colónia penal do Tarrafal.
- O achado descreve um rectângulo que junta a pedra aos testemunhos já conhecidos, servindo de referência para a escavação.
- Arqueólogos e historiadores reuniram fotografias antigas, desenhos, plantas e testemunhos escritos e orais, cruzando tudo com observação direta no terreno para delimitar a área a escavar.
- Chegaram a um palpite informado que orientou o processo de escavação e o estudo da estrutura.
- A frigideira é descrita como uma estrutura em betão com dois compartimentos, pouco luz e ventilação, com alicerces e piso visíveis, ao fundo do recinto prisional.
Na Tarrafal, arqueólogos cabo-verdianos e portugueses anunciaram a localização das celas de punição mais duras da antiga colónia penal, no âmbito de escavações em curso. O objetivo é confirmar se o regime de castigo conhecido como frigideira existiu de facto.
A equipa reuniu fontes variadas — fotografias antigas, desenhos, plantas, testemunhos escritos e relatos orais — e confrontou-as com observações em campo para definir a área a contemporizar. O processo combinou diferentes vertentes históricas e arqueológicas.
A descoberta centra-se na denominada frigideira: uma estrutura em betão com dois compartimentos, quase sem luz nem ventilação. Ao fundo, o recinto prisional evidencia o ambiente de castigo utilizado na época.
Descobertas
A obra revela alicerces e o piso da frigideira, confirmando o desenho e a função descritos em registos históricos. Os investigadores destacam que a configuração sustenta relatos anteriores sobre condições extremas de encarceramento.
A equipa de investigação, de colaboração entre Cabo Verde e Portugal, pretende aprofundar a documentação com novas escavações e análises, mantendo o foco na verificação factual do que aconteceu no sistema prisional.
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