- O governo britânico proibiu a entrada de sete pessoas, incluindo figuras associadas à extrema-direita europeia, de participarem numa marcha em Londres a 16 de maio.
- A proibição ocorreu após a polícia ter recusado a autorização eletrónica de viagem (ETA), sistema que permite visitas múltiplas ao Reino Unido por dois anos.
- Entre os banidos estão Eva Vlaardingerbroek, Ada Lluch, Filip Dewinter e Dominik Tarczyński; a Secretária do Interior, Shabana Mahmood, explicou que a presença não contribuiria para o bem público.
- A polícia alertou que os organizadores e oradores podem ser responsabilizados por discursos de ódio durante o evento, que atraiu milhares de participantes no ano passado.
- O primeiro-ministro Keir Starmer disse que o governo não se opõe a protestos pacíficos, mas proibiria quem incite violência ou espalhe ódio, reforçando que a decisão não é exclusiva do governo atual.
O governo do Reino Unido proibiu a entrada de sete pessoas no país, alegando que a sua presença não favorece o interesse público. A decisão afetou várias figuras associadas à extrema-direita europeia, impedidas de participar num comício em Londres a 16 de maio.
Entre os banidos estão influenciadores e políticos com ligações ao eixo far-right europeu. A recusa de entrada ocorreu antes da marcha anunciada para o centro de Londres, onde alguns deveriam discursar junto da multidão. A ETA, sistema de autorização de viagem eletrónica, foi usada para recusar a entrada.
A secretária do Interior, Shabana Mahmood, afirmou que a presença dessas pessoas não contribuía para o bem público. A notícia foi partilhada por muitos nas redes sociais, com capturas de ecrã das notificações recebidas.
Quem foram os banidos e o que disseram
Entre os banidos está Dominik Tarczyński, eurodeputado, que prometeu processar o primeiro-ministro, caso permaneça no cargo. Ada Lluch, ativista catalã, criticou publicamente a decisão após o anúncio. Eva Vlaardingerbroek, comentadora neerlandesa, partilhou também a notícia com referência às medidas.
Filip Dewinter, deputado flamengo, é outro dos nomes mencionados. Já Valentina Gomez, jovem influenciadora, tinha participado em ações semelhantes no ano anterior. Os relatos indicam que a proibição gerou controvérsia em torno da liberdade de expressão.
Contexto e enquadramento legal
O governo pode recusar a entrada por motivos que vão além de condenações penais, incluindo a não-contribuição para o bem público. A regra não é exclusiva do governo atual e já foi utilizada por administrações anteriores para impedir a entrada de figuras associadas a discurso de ódio.
Relatórios oficiais indicam que, entre 2010 e 2022, centenas de pessoas foram excluídas do país por motivos de segurança ou ordem pública. O governo sustenta que tais medidas visam proteger comunidades e evitar discursos de ódio.
Reação pública e impacto
O primeiro-ministro Keir Starmer descreveu os banidos como agitadores de extrema-direita. Reiterou que o governo não se opõe a protestos pacíficos, mas age contra quem incita à violência ou espalha ódio.
Na prática, o episódio acentuou o debate sobre liberdade de expressão e políticas de migração. O evento de 2026 coincide com uma manifestação de solidariedade com o Dia da Nakba e com a final da Taça de Inglaterra em Wembley, aumentando o potencial de policiamento.
Panorama migratório recente
Dados do Office for National Statistics apontam uma redução da migração líquida para o Reino Unido no primeiro ano de governo Labour, com o valor mais baixo desde 2021. Especialistas destacam que quedas se devem a menos imigrantes a entrar por motivos de estudo ou trabalho.
Estudos académicos ressaltam dificuldades em comparar crime entre nacionais e não nacionais, pela falta de dados fiáveis sobre a população. Observa-se, porém, que não britânicos podem estar sub-representados em prisões, com variações por tipo de crime.
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