- O Vaticano avisou a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX), grupo ultratradicionalista, de que ordenar novos bispos sem consentimento papal não é permitido e resultaria na excomunhão da Igreja.
- A instituição afirmou que a ordenação planejada seria uma “cisma” e uma grave ofensa contra Deus, implicando excomunhão.
- A FSSPX, sediada na Suíça, conta com cerca de 733 sacerdotes em todo o mundo e mantém relações tensas com o Vaticano há décadas.
- O falecido fundador Marcel Lefebvre foi excomungado em 1988 por ordens episcopais sem autorização; o atual histórico de diálogo com a Igreja já incluiu tentativas de reconciliação.
- A liderança da FSSPX anunciou, em fevereiro, planos de ordenar novos bispos em julho, sem aprovação do Vaticano, alegando necessidade de mais prelados para liderar a fraternidade.
O Vaticano avisou, nesta quarta-feira, a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX) para cancelar planos de ordenar novos bispos sem o consentimento do Papa. Caso avançassem, enfrentariam excomunhão, conforme comunicado do Dicastério para a Doutrina da Fé.
O órgão vaticano, representado pelo Cardeal Victor Fernández, afirmou que a ordenação de bispos pela FSSPX criaria uma cisma formal com o Papa. O gesto seria uma grave ofensa a Deus e violaria a legislação da Igreja.
A FSSPX, de Sodão, Suíça, é conhecida pelo ultratradicionalismo e pela rejeição ao Concílio Vaticano II, que permitiu missas em línguas locais. A liderança já havia anunciado, em fevereiro, a intenção de ordenação de novos bispos em julho, sem aprovação papal.
Ações de excomunhão atingem quem consagra e quem recebe a consagração sem autorização. A FSSPX afirma ter cerca de 733 sacerdotes e mantém relação tensa com o Vaticano desde 1988, quando o fundador Marcel Lefebvre foi excomungado.
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