- A violência filioparental aumentou 39,6 por cento entre 2021 e 2025, segundo a APAV.
- A APAV apoiou 4.804 progenitores agredidos pelos filhos nesse período.
- As mães são as mais atingidas (79,4%), com 59,6% das vítimas com 65 ou mais anos; os agressores são principalmente homens (69,5%) e têm entre 25 e 54 anos (45,5%).
- Mais da metade das vítimas sofreu violência continuada (55,7%), com 33,5% das ocorrências entre dois e sete anos antes de pedir apoio; 47,7% não apresentou queixa às autoridades.
- Lisboa, Porto, Faro, Braga e Setúbal concentram a maior incidência de casos (18,7%; 15,6%; 15,1%; 13,8%; 9,1%), e a APAV oferece apoio gratuito via Linha 116 006.
A violência filioparental, ou seja, a agressão de filhos contra os pais, aumentou 39,6% entre 2021 e 2025. A APAV aponta este aumento no quadro de apoio a vítimas ao longo de cinco anos.
Durante esse período, a APAV prestou apoio a 4.804 progenitores agredidos pelos filhos. Do total de vítimas, 96,8% foram agredidas por um filho ou filha, e 3,2% por dois ou mais descendentes.
As mães são as maiores atingidas, representando 79,4% das vítimas. Mais da metade das pessoas apoiadas tem 65 anos ou mais (59,6%). Os agressores são maioritariamente do sexo masculino (69,5%) e a maioria tem entre 25 e 54 anos (45,5%).
Perfil das vítimas e dos agressores
Mais de metade das vítimas sofreu violência continuada, num total de 55,7%. Em 33,5% desses casos, os maus-tratos ocorreram entre dois e sete anos antes do primeiro pedido de apoio à APAV.
Em quase metade dos episódios, cerca de 47,7% dos pais violentados não apresentou queixa às autoridades, refletindo a dimensão de silêncio envolvido neste fenómeno.
Distribuição geográfica e contexto
Lisboa lidera com 18,7% dos casos, seguida do Porto (15,6%), Faro (15,1%), Braga (13,8%) e Setúbal (9,1%). A APAV sublinha uma realidade frequentemente silenciada, marcada pela violência continuada, medo, culpa e isolamento.
Apoio disponível
A APAV defende a necessidade de respostas de apoio especializadas às vítimas. Qualquer pessoa maltratada pode recorrer aos seus serviços, gratuitos e confidenciais, incluindo apoio jurídico, psicológico e social.
Para apoio, está disponível a Linha de Apoio à Vítima 116 006. A APAV continua a recolher dados para monitorizar a evolução deste fenómeno e apoiar as vítimas com respostas adequadas.
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