- António Lima (BE/Açores) acusa o governo da coligação PSD/CDS-PP/PPM de se focar na “guerrilha interna” em vez de resolver problemas das pessoas em São Jorge.
- A avaliação foi feita após uma visita de três dias à ilha, com passagem pela Escola Profissional de Velas, Centro de Saúde de Velas e Ecomuseu da Casa do Parque de São Jorge, e reuniões com o Conselho de Ilha e com a equipa do projeto “A Costela de Lilith”.
- Lima afirma que o Governo não reagendou a visita estatutária a São Jorge, cancelada a 28 de abril por más condições nas ligações aéreas.
- Os problemas apontados incluem falta de acessibilidades aéreas, dificuldades no acesso à saúde e fraquezas nas respostas sociais, destacando a creche provisória da Santa Casa da Misericórdia de Velas.
- O BE/Açores acusa o executivo de não priorizar soluções para as pessoas e aponta atrasos na requalificação da creche, sem previsão de início após o atraso desde 2022.
O BE/Açores acusa o governo regional de colocar a sua agenda interna acima das necessidades das pessoas em São Jorge. António Lima, deputado único e coordenador do BE/Açores, afirmou que o executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM está mais preocupado com a guerrilha interna do que com a resolução de problemas na ilha.
Durante uma visita oficial de três dias à ilha de São Jorge, o deputado reuniu com o Conselho de Ilha, visitou a Escola Profissional de Velas, o Centro de Saúde de Velas e o Ecomuseu da Casa do Parque. Lima lamentou que o governo não tenha reagendado a visita estatutária, cancelada em abril devido a más condições meteorológicas.
O parlamentar destacou o potencial de São Jorge e criticou a forma como a governação tem olhado para a ilha. Referiu falhas em acessibilidades, saúde e respostas sociais, apontando problemas que se arrastam há anos e que, segundo o BE, não são resolvidos pelo executivo.
Despesas públicas e prioridades
A creche da Santa Casa da Misericórdia de Velas, provisória desde 2022 na Escola Profissional, é apresentada como exemplo da prioridade que o governo atribui à guerra interna em detrimento de soluções para as pessoas. O BE questiona o atraso nas obras e a gestão regional da área social.
O BE reiterou que a obra de requalificação da creche já devia ter avançado há vários anos, com a crise sísmica a acelerar a deslocação de serviços para instalações provisórias. Ainda não há data prevista para o início das obras, segundo a nota do partido.
António Lima referiu que, nos três dias de contactos com entidades e habitantes, houve queixas sobre dificuldades de mobilidade interilhas, limitações no acesso à saúde e falhas no apoio social, que exigem resposta estrutural do governo regional.
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