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Médicos de família penalizados pelo aumento de preços de exames nos convênios

USF-AN diz que médicos de família são penalizados pelo aumento de custos farmacêuticos nos conveniados e pede acesso automático aos fármacos mais baratos

USF-AN defende, ainda assim, que não se “deve confundir boa prática médica com desperdício”
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  • A Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF-AN) afirma que médicos de família ficam penalizados pelo aumento do preço dos exames nos convencionados.
  • A USF-AN pediu ao Governo que reveja os indicadores de desempenho dos cuidados de saúde primários e melhore os sistemas digitais de prescrição no SNS.
  • Em comunicado, a associação sustenta que a tutela pretende poupar no SNS, mas não fornece aos profissionais as ferramentas certas para evitar desperdício.
  • Os clínicos são incentivados a conter a despesa farmacêutica, mas o atual sistema informático de prescrição não mostra de forma simples os medicamentos mais baratos.
  • A USF-AN defende que não se deve confundir boa prática médica com desperdício e propõe a existência de uma lista de medicamentos ordenados do mais barato para o mais caro.

A Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF-AN) apelou ao Governo para rever os indicadores de desempenho dos cuidados de saúde primários e melhorar os sistemas digitais de prescrição. Em comunicado, a associação diz que a tutela visa poupar no Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas não fornece aos profissionais as ferramentas adequadas para evitar desperdícios.

Segundo a USF-AN, os cuidados primários estão a ser avaliados por custos que nem sempre dependem das equipas. Os clínicos são incentivados a conter a despesa farmacêutica, mas o sistema informático de prescrição não mostra, de forma simples, os medicamentos mais baratos.

A associação defende ainda que não se deve confundir boa prática médica com desperdício. Alega que uma melhoria no acesso à lista de medicamentos ordenados do mais barato para o mais caro poderia aumentar a poupança e reduzir custos no SNS.

A comunicação foi publicada nesta terça-feira e dirige-se ao Governo. A USF-AN sublinha a necessidade de atualizações tecnológicas que permitam escolhas terapêuticas mais eficientes sem comprometer a qualidade do atendimento.

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