O Centro de Instalação Temporária (CIT) do Porto é o único equipamento em Portugal que acolhe estrangeiros cuja entrada foi negada, enquanto aguardam o regresso ao país de origem ou resposta a pedidos de proteção internacional. O CIT encontra-se sobrelotado e em condições precárias.
A situação obriga a transferir parte da população para instalações no Aeroporto de Sá Carneiro, que também enfrenta limitações de capacidade. A medida surge em resposta à pressão adicional sobre os serviços de acolhimento.
Um residente asiático, entrevistado pelo JN, descreve quartos exíguos, acesso restrito a telemóvel e telefone, e uma sala de reuniões com advogados sem privacidade. As condições são apontadas como inadequadas para o acompanhamento jurídico e logístico.
Transferência de instalações e impactos
A transferência visa assegurar espaço adicional face à falta de capacidade no CIT e no espaço aeroportuário, mas cria novos desafios logísticos para os utentes e para as entidades que apoiam o processo.
Autoridades ainda não detalharam números de pessoas transferidas nem prazos, mantendo o foco na necessidade de melhor organização e monitorização das condições de acolhimento. As críticas concentram-se na gestão do espaço e no acesso a serviços básicos.
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