Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Autarca de Cascais diz que acordo com Chega não trai legado de Carreiras

Autarca de Cascais diz que acordo com o Chega não trai o legado de Carreiras; aponta habitação pública e gestão partilhada da Linha de Cascais

Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais
0:00
Carregando...
0:00
  • O presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira Lopes, diz que o acordo com o Chega não é traição ao legado de Carlos Carreiras e afirma estar disponível para gerir a Linha de Cascais em conjunto com Oeiras e Lisboa, mantendo viagens gratuitas para os cascalenses.
  • A inclusão do Chega aconteceu depois de o partido decidir colaborar com Cascais; o autarca diz que convidou PS, independentes e Chega para o Executivo.
  • Foram anunciadas 4.600 habitações, num investimento de 507 milhões de euros, para arrendamento jovem e arrendamento apoiado; até 2028 estão previstas mil habitações, com cerca de 200 chaves entregues nos primeiros seis meses.
  • A Câmara já exerceu o direito de preferência sobre 450 mil metros quadrados de terrenos na Aldeia de Juso-Birre-Areia para o maior parque verde do concelho e habitações municipais, com possibilidade de fazer o mesmo noutros locais para evitar especulação.
  • Pretende-se alargar a gratuitidade à Linha de Cascais, com os três municípios a manifestarem já a intenção ao Governo; o ministro das Infraestruturas é visto como célere na decisão, e há planos para melhorar estações, estacionamento junto às estações e a política comercial local.

O presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira Lopes, afirma que o acordo com o Chega não trai o legado de Carlos Carreiras e justifica mudanças políticas. Em entrevista ao JN/TSF, diz estar pronto para gerir a Linha de Cascais, mantendo viagens gratuitas para os cascalenses.

O autarca explica que convidou todos os vereadores eleitos para o Executivo, incluindo do PS, independentes e do Chega. O Chega só aceitou, segundo ele, quando decidiu trabalhar pela cidade.

Não há traição ao legado de Carreiras, ressalva. O PSD de Cascais apoiou a decisão de integrar o Chega no Executivo, acrescentando que a prioridade é resolver problemas de quem vive no concelho.

Não houve mudança de postura para o Executivo após a entrada do Chega, afirma. O foco está em atender necessidades de empresas e munícipes, independentemente da filiação partidária.

Habitação e mobilidade

Foram anunciadas 4600 habitações de investimento de 507 milhões de euros, com soluções de arrendamento jovem e arrendamento apoiado. O objetivo é responder a jovens, classe média e atrair talento, com construção nova e reabilitação do parque público.

Entre 6 meses de mandato, já foram entregues cerca de 200 alojamentos; uma candidatura recente envolveu 720 munícipes para 174 apartamentos prontos. A cidade pretende manter o ritmo, sujeita a factores externos.

A Câmara diz ter direito de preferência sobre 450 mil m2 na Aldeia de Juso-Birre-Areia, para parque verde e habitação municipal. Considera manter o instrumento para evitar especulação imobiliária, se o valor de mercado for subavaliado.

A gratuitidade dos transportes municipais, desde 2020, continua. Cascais pretende estender a gratuitidade à Linha de Cascais com a gestão partilhada entre Cascais, Oeiras e Lisboa, sob aprovação governamental.

Segurança, descentralização e finanças

O ministro das Infraestruturas é visto como favorável a uma gestão partilhada da linha. A TML deverá estar envolvida, conforme o município, para garantir viabilidade. Há planos de melhorar património das estações, iluminação e acessibilidade.

Foi anunciada a abertura de 100 polícias municipais adicionais, elevando o quadro para 180. O objetivo é reforçar serviços locais, em áreas como Escola Segura e apoio ao idoso.

Sobre descentralização, Cascais defende avaliação das competências já transferidas e alterações nas finanças locais. A redução de receitas da educação e saúde municipais é destacada como ponto a resolver.

A versão atual da Lei das Finanças Locais deve adaptar-se às características de cada território, assegurando receitas adequadas para a coesão regional. A regionalização é rejeitada, mantendo-se a descentralização já em curso.

A entrevista foi transmitida no domingo, ao meio-dia, na TSF.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais