Os burros anões da Graciosa continuam a ser usados em tarefas agrícolas e como meio de transporte na ilha, segundo a criadora Sandra Santos. O Dia Internacional do Burro é assinalado hoje pela responsável por uma exploração na ilha.
A prática de trabalhar com burros já não é tão intensa como no passado, mas persiste em atividades agrícolas, como sachar alho, e em atividades no campo. Nem todos os produtores recorrem a estes animais, mas há ainda utilizadores.
Na Graciosa, situada no grupo Central dos Açores, um casal utiliza uma carroça como único meio de transporte. Outros criadores mantêm os animais para preservar a raça, promovendo também o turismo.
Sandra Santos, que cria burros na Esperança Velha há 17 anos, possui 19 animais na sua exploração: dois machos, 14 fêmeas e três castrados. O acesso aos animais é gratuito mediante contacto prévio.
Os visitantes costumam registrar experiências em livro de visitas; muitos saem com fotografias e testemunhos positivos. Os burros são descritos como muito calmos, o que facilita a interação com crianças.
A história da criação na Esperança Velha começou no final de 2007, com a chegada do italiano Franco Ceraolo à Graciosa. Ele deu impulso à criação de burros na ilha, conhecida como a “ilha dos burros”.
A Associação de Criadores e Amigos do Burro Anão da Ilha Graciosa surgiu a 19 de março de 2013, com apoio da Universidade dos Açores, e conseguiu o reconhecimento da raça em 29 de junho de 2015.
Segundo a AEPGA, o burro anão da Graciosa mede pouco mais de um metro ao garrote e distingue-se pelas riscas escuras ao longo das costas. A raça é descrita como muito mansinha e com andamento pausado, adequada para acompanhar viajantes pelos trilhos do arquipélago.
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