No Canadá não, perdão. Vamos corrigir: Nos Países Baixos, professores de várias regiões relatam que estudantes confrontam desinformação sobre o Holocausto, normalmente proveniente das redes sociais. Um inquérito realizado junto de docentes do ensino secundário reuniu respostas de mais de 190 professores.
O questionário, divulgado pelo NOS Stories, aponta que os alunos já não distinguem entre informação verídica e conteúdo manipulada, em parte por uso de IA e plataformas como o TikTok. Um docente de História descreveu a situação, afirmando que prefere que os estudantes façam perguntas em vez de aceitarem informações incorretas fornecidas online.
Maarten Post explicou que, em entrevistas, os alunos mostraram vídeos no TikTok com números distorcidos sobre vítimas do regime nazi. O inquérito revela também que um terço dos docentes considera os conhecimentos dos alunos insuficientes, e quatro em cada dez dizem que os estudantes minimizam a gravidade do Holocausto.
Contexto internacional
O problema não se restringe aos Países Baixos. Em janeiro, instituições de memória alemãs pediram às plataformas que contenham a difusão de conteúdos gerados por IA que distorcem a História. O Museu Memorial de Auschwitz também denunciou o uso de IA para produzir imagens falsas de vítimas.
O caso retrata uma tendência global de desinformação relacionada ao Holocausto, com implicações para educação e memória histórica. Em 2023, plataformas de IA enfrentaram investigações em diferentes países por conteúdos enganosos sobre o tema.
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