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Bloco de Esquerda propõe refeições gratuitas para todos os alunos até ao 12.º ano

BE propõe programa nacional de gratuitidade universal das refeições escolares, já no próximo ano letivo, cobrindo creches até ao 12.º ano e faseamento até 2029

Os bloquistas querem que seja revisto de imediato o valor que é transferido para as autarquias para assegurar as refeições escolares, evitando o défice de que estas se queixam
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  • O Bloco de Esquerda propõe um Programa Nacional de Gratuitidade Universal das Refeições Escolares, com início no próximo ano lectivo (2026/2027) para creches integradas no programa Creche Feliz, ensino pré-escolar público e 1.º ciclo, e inclusão gradual dos 2.º e 3.º ciclos (2027/2028) e do ensino secundário (2028/2029).
  • A medida baseia-se num relatório da União Europeia que aponta maiores benefícios da gratuitidade universal face a programas destinados apenas aos carenciados; sete países já adotam este modelo.
  • Paços de Ferreira e Vila Real de Santo António já praticam gratuitamente as refeições para todos os estudantes do pré-escolar ao 12.º ano.
  • O BE defende a viabilização financeira através da revisão do modelo de financiamento, transferindo custos para os municípios, com uma atualização extraordinária imediata do valor da transferência.
  • Segundo o relatório da UE, no ano lectivo de 2022/2023 as refeições escolares da UE chegaram a 25 milhões de crianças, com investimento de cerca de € 12 mil milhões, e o retorno estimado pode chegar a 34 euros por cada euro investido.

O Bloco de Esquerda (BE) apresentou um diploma que exige a gratuitidade universal das refeições escolares. O objetivo é abranger creches, pré-escolar e 1.º ciclo já no próximo ano letivo.

A proposta baseia-se num relatório da UE que defende que oferecer uma refeição saudável por dia a todas as crianças evita estigmatização e maximiza o retorno social do investimento. O BE quer um Programa Nacional de Gratuitidade Universal das Refeições Escolares.

A iniciativa propõe uma implementação faseada: começam as creches do programa Creche Feliz, o pré-escolar público e o 1.º ciclo em 2026/2027. Em 2027/2028 estendem-se ao 2.º e 3.º ciclos; e em 2028/2029 chega ao ensino secundário.

O diploma determina que o almoço diário e reforços de manhã e à tarde sejam assegurados, incluindo durante pausas e férias para crianças carenciadas. O objetivo é manter o apoio contínuo ao longo do ano.

Para tornar viável a medida, o BE sugere revisar o modelo de financiamento, transferindo custos para os municípios de forma a garantir cobertura integral. O governo é ainda instado a proceder a uma atualização extraordinária imediata da transferência.

Alguns municípios já aplicam a gratuitidade universal, nomeadamente Paços de Ferreira e Vila Real de Santo António, o que serve como referência para a proposta. A medida alinha Portugal com sete países da UE que já praticam a gratuitidade universal.

O relatório da UE, citado na proposta, aponta que a alimentação gratuita para todos resulta em menor estigma e maior acesso. A tese reforça também que o investimento pode ter retorno significativo, com estimativas que chegam a até 34 euros por cada euro gasto.

Além do impacto na saúde e no desempenho escolar, a iniciativa aponta benefícios ambientais e sociais. O BE afirma que a universidade e a DGS suportam a ideia, destacando a importância de assegurar uma alimentação adequada diariamente.

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