- Já passaram dez anos desde a expropriação para a construção da Praça da Mouraria, prevista para acolher a nova mesquita da comunidade do Bangladesh.
- Em 23 de maio de 2016, a Câmara de Lisboa tomou posse administrativa de dois imóveis na Rua do Benformoso, acompanhada por dois agentes de polícia municipal.
- O empresário António Barroso recusou a indemnização associada aos imóveis expropriados.
- O partido Chega pediu a revogação da utilidade pública do processo de expropriação.
- A comunidade do Bangladesh mantém o objetivo de avançar com a construção do templo, mantendo o impasse.
Já passaram dez anos desde a expropriação para a construção da mesquita no Benformoso. Em maio de 2016, a Câmara de Lisboa tomou posse administrativa de dois imóveis na Rua do Benformoso, acompanhada por dois polícias municipais, no âmbito de um processo de expropriação.
O empresário António Barroso — então com 66 anos — recusou-se a receber indemnização. O ato de posse ocorreu pouco antes das 16h do dia 23 de maio de 2016, como parte de um processo cujo objeto era a construção da Praça da Mouraria e, com ela, da nova mesquita para a comunidade do Bangladesh.
Chega solicita a revogação da utilidade pública declarada para o processo, mas a comunidade do Bangladesh pretende que a construção do templo tenha continuidade. O caso está ligado a um desfecho que se arrasta há uma década, mantendo o impasse entre as partes envolvidas.
A decisão de expropriação foi justificada pela urgência de tornar possível o projeto da praça pública e a correspondente infraestrutura religiosa. Enquanto alguns movimentos defendem a continuidade da obra, outras vozes reivindicam compensação ao proprietário afetado.
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