- As mães destacam a importância de respeitar a individualidade de cada filho e não seguir conselhos como se fossem regras universais, evitando comparações.
- A preparação emocional é central: reconhecer gatilhos, ambivalência e a necessidade de apoio, em vez de focar apenas no bebé.
- Errar faz parte: não há perfeição e não é preciso ser a “melhor mãe” o tempo todo; aceitar isso alivia o peso da exigência.
- Aproveitar o momento e estar presente: não ter pressa em adormecer ou em terminar atividades, dedicando-se aos momentos com o filho.
- Pedir ajuda cedo e construir uma rede de apoio: informação é importante, mas é preciso usar de forma que não aumente a pressão; cultivar autocompaixão.
O Dia da Mãe, celebrado neste domingo, serviu de pretexto para ouvir sete mães, entre figuras públicas e especialistas, sobre o conselho que gostariam de ter recebido antes de se tornarem mães. O Público pediu respostas diretas e pessoais, sem repetir clichês. O objetivo é oferecer perspetivas diversas sobre a parentalidade.
As respostas vão desde o apelo à autenticidade até à valorização da preparação emocional. Em comum, há o reconhecimento de que cada jornada é única, que a pressão pode ser pesada e que aprender com o tempo é essencial. As falas destacam também a importância de apoio e de gerir as próprias expectativas.
Alguns argumentos sublinham a necessidade de reconhecer que a maternidade não é perfeita. Outros destacam o valor de aceitar erros como parte do processo. A importância de olhar para o bebé, sem perder de vista a própria saúde mental, surge como tema recorrente.
Ana Markl, escritora e radialista, mãe de um, destaca que a ansiedade não pode sobrepor o amor nos primeiros dias. Recomenda olhar para o filho e entregar-se à maternidade sem olhar para trás. Realça a necessidade de terapia pré-natal para explorar traumas e gatilhos, aprendendo a gerir a identidade que fica em transformação.
Diana Rodrigues, autora da página Mãe e Pêras, defende que os conselhos devem ser evitados. Cada mãe e cada criança são únicos, e comparar gera exaustão. O foco deve ser conhecer e respeitar as especificidades familiares sem impor metas alheias.
Filipa Gomes, cozinheira e criadora de conteúdos, afirma que não há mal em errar e que tudo pode correr bem. Rejeita a ideia de perfeição absoluta, defendendo que o erro faz parte do processo. Acrescenta ainda um apelo prático: dormir com o bebé quando necessário.
Inês Meneses, radialista, mãe de uma filha, lembra que nem tudo está nos livros. Antes de nascer, houve muita preocupação com respostas técnicas. O essencial aprende-se vivendo, com a experiência prática.
Mafalda Castro, apresentadora e influenciadora, realça a surpresa positiva de aprender em viva prática. Observa que as fases difíceis passam mais rápido do que parecem. Enfatiza a importância de aproveitar o momento sem pressa, entregando-se ao processo.
Mariana Caldeira, psicóloga e mãe de dois, defende a preparação emocional. Acrescenta que a atenção se volta para a transformação interna, incluindo culpa e dúvidas, e para os gatilhos. Sublinha que a bagagem emocional própria condiciona a relação com o filho.
Mariana Torres, obstetra e autora, mãe de dois, gostava de ter ouvido que a maternidade não precisa ser perfeita. A pressão pela perfeição costuma ser elevada em várias fases, desde a gravidez até ao pós-parto. O conselho desejado seria manter o foco na informação sem se tornarem cobranças excessivas, usar o conhecimento para pedir ajuda cedo e conhecer os limites. A mensagem final é sobre presença, adaptação e rede de apoio, reforçando a necessidade de autocompaixão.
A recolha reflete uma diversidade de perspetivas, reforçando que não existe único caminho para a parentalidade. O jornal mantém o registo de informar, sem juízos de valor, com foco em dados e experiências reais.
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