- A atleta britânica Emily Griffin lançou o projeto Legs on Tour para testar circuitos de running que sejam seguros para mulheres, evitando assédio durante a prática desportiva.
- As rotas já estão definidas em cidades como Bradford-on-Avon, Bristol, Bath, Barcelona, Berlim, Munique e até um percurso no Porto, com o objetivo de tornar a corrida mais segura e confortável.
- Em Portugal, o projeto semelhante Safety Run ainda não saiu do papel, estando previsto um piloto com apoio do Comité Olímpico de Portugal e da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, numa Câmara Municipal à escolha (exemplos: Oeiras, Porto ou Coimbra).
- A ideia surge da constatação de que, ao contrário dos homens, as mulheres precisam considerar roupa e hora de treino, o que aumenta o risco de assédio e fomenta desigualdade na prática desportiva. Não há dados nacionais sobre ataques, mas há relatos recorrentes de mulheres.
- Defende-se investir em circuitos mais seguros com câmaras de vigilância, boa sinalização e maior policiamento; hoje em dia, muitas corridas em grupo constitui uma medida comum para reduzir riscos. Em Portugal, o percurso sugerido no Porto tem seis quilômetros, passando pela ponte D. Luís I e pelos Jardins do Palácio de Cristal, com aviso de fazer o trajeto de dia.
A atleta britânica Emily Griffin lançou o projeto Legs on Tour, visando percursos de running seguros para as mulheres. O objetivo é que a prática desportiva seja acessível a todas, sem medo de assédio ou violência. O projeto já testa circuitos em várias cidades do Reino Unido e em outros países europeus, incluindo Barcelona, Berlim, Munique e um percurso no Porto.
Griffin explica que as rotas são criadas para que as corredoras se sintam mais seguras e confortáveis, com formatos que favoreçam a inclusão. O Legs on Tour atua como uma rede de circuitos que monitoriza potenciais riscos e procura apresentar opções de treino mais tranquilas. A iniciativa destaca ainda a necessidade de tornar a corrida mais inclusiva para todas as condições de uso público.
Em Portugal, uma iniciativa semelhante, chamada Safety Run (corrida segura), foi apresentada há cerca de um ano com o apoio do Comité Olímpico de Portugal e da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género. O projeto está na fase de implementação piloto, em parceria com câmaras municipais, com candidatas potenciais como Oeiras, Porto e Coimbra.
Corrida circular no Porto
O percurso recomendado para o Porto tem seis quilómetros e inclui a Travessa da ponte D. Luís I, passagens por espaços como os Jardins do Palácio de Cristal e uma zona com uma academia ao ar livre. A descrição ressalta que o trajeto pode ter áreas com iluminação reduzida ao fim do dia, sugerindo a prática diurna para maior segurança. A ideia é que o circuito sirva de modelo para outras cidades portuguesas, com investimento em sinalização, vigilância e policiamento, conforme defendem os gestores do Safety Run. A população é incentivada a adotar formação de grupo para reduzir riscos durante a prática. Fonte: entrevista à BBC e declarações do projeto Safety Run.
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