- BE acusa o Governo de atacar trabalhadores numa troca de posições sobre política de trabalho no debate quinzenal do parlamento.
- Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, criticou a reforma laboral do Governo por não conter medidas a favor dos trabalhadores.
- O deputado questionou os salários baixos em Portugal e o risco de atrair investimentos que pagam mal aos trabalhadores.
- O primeiro-ministro lembrou reformas defendidas pelo BE entre 2015 e 2021 e disse que os resultados de 2024 e 2025 são melhores do que na altura.
- Luís Montenegro afirmou que a Agenda para o Trabalho Digno aumentou desemprego jovem e precariedade, e defendeu que os jovens merecem melhores salários.
O Bloco de Esquerda acusa o Governo de atacar os trabalhadores, numa troca de posições durante o debate quinzenal no parlamento. Fabian Figueiredo criticou a reforma laboral defendida pelo Governo, dizendo que não há medidas que beneficiem quem trabalha e que podem manter salários baixos.
O deputado do BE sustentou que os salários em Portugal já são baixos na sequência de investimentos que desvalorizam o trabalho. Reiterou que a reforma falta de medidas concretas para reforçar rendimentos e proteção dos trabalhadores, mantendo a preocupação com o custo de vida.
Na resposta, o primeiro-ministro alinhou a crítica com uma leitura histórica da política de trabalho. Disse que a reforma defendida pelo BE entre 2015 e 2021 contribuiu para pior poder de compra, ao ser implementada durante governos da chamada Geringonça.
O chefe do Governo argumentou que, em termos de resultados, 2024 e 2025 são melhores do que no período anterior, quando o BE aplaudia as políticas da altura. Destacou também a Agenda para o Trabalho Digno, associando-a a aumentos de precariedade entre os jovens.
Luís Montenegro, presidente do PSD, criticou a Agenda para o Trabalho Digno por elevar a taxa de desemprego jovem e a precariedade nesse grupo. Afirmou que os jovens tiveram salários iniciais mais baixos e que o programa herdado não corresponde às expectativas.
Montenegro sustentou que a resposta das escolhas políticas refletiu-se nas eleições, afirmando que os portugueses votaram de forma expressiva e deixaram no parlamento as políticas defendidas pelo BE, segundo a leitura do líder social-democrata.
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