Na manhã de sexta-feira, uma cidadã bengalesa de 26 anos regressava a casa, depois de deixar os filhos na Escola do Castelo, em Lisboa. Ao entrar no autocarro da Carris, o motorista informou que a passageira não poderia entrar com a máscara ligada.
A mulher, que usava hijab e máscara, disse aos meios locais que o motorista impediu a entrada sem apresentar justificativa. Este incidente ocorreu no início da viagem, já perto do ponto de partida, ainda sem confirmação de que linha estava a ser usada.
A Carris informou estar a desencadear procedimentos para apurar os factos. A transportadora não divulgou detalhes sobre responsáveis ou medidas disciplinares neste momento.
A Escola da filha da interveniente apoiou a denúncia apresentada à Carris e espera uma resposta rápida por parte da empresa. A instituição destacou a importância da igualdade de acesso aos transportes públicos.
Investigação em curso
Analistas da Carris afirmaram que a investigação visa esclarecer as circunstâncias do ocorrido, incluindo quem esteve envolvido e o raciocínio apresentado pelo motorista. O desfecho deverá ser comunicado às famílias afetadas.
Não foram adiantados dados sobre consequências administrativas ou legais, nem sobre eventuais contactos entre a escola e a empresa de transportes. O caso mantém-se sob averiguação pelas autoridades competentes.
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