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Falar da morte com os netos: guia e impactos familiares

A avó, a caminho dos sessenta e seis, discute com os netos envelhecimento, memórias e o testamento, incluindo o testamento vital, e o seu impacto familiar

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Uma avó que se aproxima dos 66 anos começa a falar com os netos sobre o que lhes pode deixar no testamento. A conversa inclui o envelhecimento, memórias pretendidas e a ideia de como serão lembradas.

Entre temas familiares, surge a pergunta sobre se é adequado explicar à criança que há uma altura da vida em que já não estaremos. O objetivo é partilhar escolhas, sem alarmar, para que não seja apenas uma questão de interesse próprio.

O debate abre espaço para a ideia de testamento, incluindo o chamado testamento vital, ainda pouco utilizado pelos portugueses. A conversa destaca a importância de refletir sobre decisões antecipadas.

Testamento vital em Portugal

Em Portugal, apenas cerca de 45 mil pessoas têm testamento vital ativo, de acordo com informações recentes da área da saúde. O número evidencia uma adesão ainda baixa à prática.

Especialistas contam que a hesitação pode dever-se a dúvidas legais, culturais ou religiosas. A educação sobre o tema tem vindo a crescer, mas a adesão permanece moderada entre a população.

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