Mais de metade das primeiras consultas de oncologia ultrapassa os tempos máximos de resposta, segundo dados citados pela deputada Irene Costa. A afirmação foi feita durante a sessão plenária, no âmbito de projetos de resolução sobre o rastreio oncológico. O governo é chamado a reforçar a Estratégia Nacional de Luta Contra o Cancro.
Costa afirmou que as estratégias existem, mas não funcionam na prática. A deputada apontou que mais de 50% dos doentes com suspeita de cancro aguardam acima do tempo máximo de resposta para a primeira consulta.
Dados da ERS sobre o SNS
O relatório da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) referente ao 1º semestre de 2025 mostra que 57,9% das primeiras consultas oncológicas no SNS ultrapassaram o TMRG. Nos hospitais privados com protocolo com o SNS, a incidência foi de 53,3%.
Ao final do semestre, havia 4933 utentes à espera da primeira consulta oncológica, com 497 muito prioritários, 1194 prioritários e 3242 normais. Entre os utentes, 71,1% aguardavam fora do TMRG.
A mediana de tempo para estas consultas ficou em 22 dias no período analisado pela ERS. Os TMRG variam entre sete a 30 dias, conforme o grau de urgência.
Comparação com 2024
Relativamente ao mesmo período de 2024, os indicadores melhoraram. Em 2024, 62,1% das consultas tinham ultrapassado o tempo recomendado, e 82,6% aguardavam além do definido no semestre.
Veredito
Os dados da ERS confirmam que mais de metade das primeiras consultas de oncologia ultrapassa o tempo máximo recomendado. Há melhorias ao longo dos anos, mas os tempos de espera permanecem elevados no primeiro semestre de 2025, incluindo nos serviços privados com protocolo SNS.
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