- A Missão Escola Pública questiona o Ministério da Educação sobre quem vai digitalizar as provas nacionais e como ficará a custódia dos documentos.
- As escolas vão enviar os exames para um centro de digitalização do Júri Nacional de Exames, contacto mantido por correio em envelope inviolável.
- No ensino básico, a prova de Matemática do 9.º ano é em formato híbrido: itens de construção respondidos em folhas de papel que depois são digitalizadas.
- No ensino secundário, as respostas são dadas em folhas de papel de respostas específicas e também encaminhadas para os agrupamentos do JNE, sem explicação clara de como ocorre a digitalização.
- A associação acredita haver falta de transparência e preocupa-se com a redução de agrupamentos de exames e com o impacto da digitalização na qualidade da avaliação. As provas arrancam em junho.
O movimento de professores Missão Escola Pública (MEP) questiona o Ministério da Educação sobre a digitalização das provas nacionais. Segundo a organização, o processo não está claro para as escolas, nem há transparência sobre quem vai digitalizar os exames.
Cristina Mota, da MEP, afirma que se sabe apenas que as provas devem ir para um centro de digitalização do Júri Nacional de Exames (JNE). Há dúvidas sobre o envio e o custódia dos documentos durante o processo.
As orientações oficiais referem que, no ensino básico, a prova de Matemática do 9.º ano é em formato híbrido: questões em digital e respostas em papel. As respostas em papel são depois digitalizadas pelo JNE.
No ensino secundário, as respostas são entregues em folhas de papel para posterior digitalização, sem detalhes explícitos sobre onde e como ocorre o processo de digitalização. A MEP pediu esclarecimentos ao Ministério, sem resposta até ao momento.
Preocupações e impacto
A MEP alerta para a potencial atuação de entidades externas na custódia de documentos sensíveis, e para a falta de garantias, responsabilidades e custos envolvidos. As dúvidas também visam o funcionamento dos agrupamentos de exames, com reduções previstas no número de unidades de avaliação.
As provas do ensino básico e secundário arrancam em junho. A MEP questiona se o atual modelo de digitalização atende às necessidades dos alunos e se favorece o uso de tecnologia sem comprometer o desenvolvimento de competências críticas.
Crítica ao equilíbrio entre tecnologia e avaliação
A associação aponta para uma tendência de digitalização que pode privilegiar itens de escolha e reduzir espaço para raciocínio, escrita e pensamento crítico. A MEP sustenta que a avaliação não deve ser ajustada apenas à tecnologia.
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