- A remoção dos pinos que delimitavam a ciclovia da Avenida da República foi concluída esta semana, coincidindo com o anúncio do fim de um concurso para trotinetes elétricas pelo vice-presidente Firmino Pereira.
- A Mubi afirma que Gaia não quer ser uma cidade do século XXI, considerando o ato como retrocesso na mobilidade ativa.
- A autarquia diz que a decisão não é contra a mobilidade sustentável e que pode voltar a abrir concurso para bicicletas no futuro.
- Entre 2019 e 2024, ocorreram 176 acidentes na Avenida da República, maioritariamente envolvendo carros (116), seguidos por motos (31) e pesados (8).
- A Mubi sustenta que a cidade está a penalizar a mobilidade sustentável e defende melhorar a ciclovia em vez de a retirar, destacando a eficiência da bicicleta no meio urbano.
A remoção dos pinos que delimitavam a ciclovia da Avenida da República ficou concluída nesta semana. O anúncio sobre o fim de um concurso para disponibilização de trotinetes públicas também foi feito recentemente pela Câmara de Gaia. A associação Mubi criticou a medida, afirmando que Gaia volta a regredir no caminho da mobilidade urbana.
A Mubi afirmou que Gaia não quer ser uma cidade do século XXI ao retirar a ciclovia em área urbana e ao cancelar o concurso para trotinetes elétricas. A dirigente Ana Guerra Rosbach descreveu o processo como um retrocesso no contexto da mobilidade sustentável.
O vice-presidente da Câmara de Gaia, Firmino Pereira, revelou ao Jornal de Notícias a decisão de encerrar o concurso de trotinetes públicas, citando o argumento de perigo após um acidente no Porto envolvendo um meio de transporte similar. A comunicação foi feita na mesma altura em que a ciclovia foi removida.
Segundo a Câmara de Gaia, entre 2019 e 2024 ocorreram 176 ações de trânsito na Avenida da República, entre colisões, atropelamentos e despistes. Os dados indicam a maioria envolvendo automóveis (116), seguidos de motos (31) e veículos pesados (8).
A Mubi sustenta que a cidade, que promove o conceito dos 15 minutos, precisa criar condições reais para caminhar, pedalar ou usar alternativas ao automóvel com segurança. A organização questiona o impacto da medida no transporte ativo.
A associação aponta que a remoção da ciclovia pode ter contribuído para estacionamento irregular na região, reduzindo o espaço disponível para peões e para circulação de bicicletas ou trotinetes. Defende que a melhoria da infraestrutura seria uma opção viável.
Ana Guerra Rosbach criticou ainda a falta de espaço para duas faixas na parte norte da avenida, destacando a necessidade de manter espaço para peões e para mobilidade suave sem prejudicar o comércio. A Câmara não respondeu aos contactos da Lusa até ao momento.
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