- O Geoparque Algarvensis foi integrado na Rede Mundial de Geoparques da UNESCO, aumentando para sete o número de Geoparques Mundiais em Portugal.
- A UNESCO admitiu Algarvensis entre 12 novos geoparques, localizados na China, França, Grécia, Irlanda, Japão, Malásia, Rússia, Tunísia e Uruguai, após avaliação do Conselho Global de Geoparques.
- A Rede Mundial passa a ter 241 sítios em 51 países, cobrindo mais de 882 mil quilómetros quadrados.
- Algarvensis estende-se por Loulé, Silves e Albufeira, numa área de 2.427 quilómetros quadrados, com registos que remontam a mais de 330 milhões de anos, incluindo depósitos de tsunami na Lagoa dos Salgados e a Mina de Sal de Loulé.
- A UNESCO reconhece o equilíbrio entre património geológico, ecossistemas mediterrânicos, heritage cultural e o modelo de desenvolvimento que visa combater o despovoamento no Algarve, com colaboração entre autarquias, universidades e comunidades locais.
O Geoparque Algarvensis foi integrado na Rede Mundial de Geoparques da UNESCO. A decisão, tomada na quinta-feira, reconhece o território algarvio como parte de um grupo global dedicado à geologia e ao desenvolvimento sustentável. O anúncio chegou por meio de um comunicado da UNESCO.
Com a inclusão, Portugal passa a ter sete Geoparques Mundiais da UNESCO no seu território. A Rede passou a abranger 241 sítios em 51 países, cobrindo mais de 882 mil quilómetros quadrados, tamanho equivalente ao território da Venezuela.
Algarvensis: localização e legado geológico
O geoparque estende-se por Loulé, Silves e Albufeira, numa área de 2 427 km2 que inclui Serra, Barrocal e Litoral, com uma parte marinha significativa. Regista registos desde há mais de 330 milhões de anos, incluindo tectónica, vulcanismo e sedimentação.
A UNESCO destacou dois elementos-chave: depósitos de tsunami na Lagoa dos Salgados, gerados pelo Terramoto de Lisboa de 1755, e a Mina de Sal de Loulé, o ponto mais profundo de Portugal aberto ao público, com histórica utilização mineira.
Cooperação local e impacto socioeconómico
A UNESCO realça a coexistência de ecossistemas mediterrânicos preservados, vida marinha diversa e um legado cultural alicerçado em megalitismo, escrita ibérica antiga, romanidade e islão. O projeto também foca o equilíbrio demográfico no Algarve.
O Algarvensis oferece oportunidades para impulsionar a economia local, incentivar turismo ao interior e promover programas de educação ambiental entre jovens. O objetivo é enfrentar o despovoamento sem perder a riqueza natural e cultural.
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