O secretário-geral da UGT afirmou que a central está disponível para continuar a negociar a reforma laboral, desde que o Governo avance com propostas que aproximem as partes. O posicionamento foi atualizado após a audiência com o Presidente da República, em Belém.
O primeiro-ministro afirmou que, para haver acordo, apenas razões de natureza política podem impedir a subscrição do texto acordado. O Governo aponta a urgência de um entendimento entre os parceiros sociais que já negociam há nove meses.
O secretariado nacional da UGT reúne-se hoje para decidir se dá luz verde à versão final da reforma laboral. Em abril, a direção rejeitou a proposta existente, por conter itens inaceitáveis para os trabalhadores.
Posições em Belém e perspetivas
Na mesma data, líderes de diferentes sindicatos apresentaram posições distintas sobre o caminho a seguir. A CGTP-IN considerou a reforma inconstitucional por a central ter ficado afastada das negociações.
O sector empresarial também reagiu de forma diversa, com a Confederação do Turismo e a Confederação do Comércio a indicar disponibilidade para retomar as negociações, desde que haja entendimento claro sobre o que é aceitável.
Nove meses de negociação e avanços
O Governo indicou que já foram introduzidas 33 alterações pela UGT na reforma laboral. O Ministério do Trabalho sublinhou que, apesar de ajustes, o essencial é manter o acordo entre as partes envolvidas.
O Presidente da República destacou que o objetivo é conhecer, em detalhe, as posições de cada parceiro social para esclarecer caminhos de atuação. Os encontros, marcados no Palácio de Belém, abordaram também temas como desigualdade de género, fixação de jovens e impactos da inteligência artificial.
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