Os Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) registaram uma quebra de 6,1% no número de passageiros em 2025, fixando-se em 11,5 milhões. A variação contraria o crescimento observado desde a pandemia, segundo o relatório de gestão.
Desde 2022, os SMTUC vinham a registar aumentos de passageiros, aproximando-se dos 13 milhões em média por ano em 2019. Em 2025, a queda interrompeu esse percurso.
O documento, aprovado pela Câmara Municipal de Coimbra, aponta que a procura estabilizou em níveis inferiores, atribuindo a redução a um aumento de dias de absentismo por greve e a ajustes operacionais.
Contexto operacional
No ano passado, a entrada em serviço do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) ficou na reta final, segundo o relatório. Além disso, cerca de 60 motoristas, candidatos às autárquicas de outubro de 2025, ficaram desocupados, obrigando ajustamentos na oferta.
Os rendimentos operacionais diminuíram cerca de 4,5% face a 2024, enquanto os gastos operacionais recuaram 5,5%, resultando num saldo negativo de aproximadamente 800 mil euros.
A gestão de parques de estacionamento e parcómetros também reportou receita menor: menos 4,9%, para 1,1 milhões de euros, em comparação com o ano anterior.
Frota e infraestruturas
A rede sofreu redução de 4,4% no total de quilómetros programados e de 8,5% nos quilómetros percorridos, fruto da otimização implementada entre setembro de 2024 e fevereiro de 2025.
Por outro lado, verificou-se um aumento de 78,5% dos quilómetros perdidos por viagens programadas que não se realizaram, devido a falta de viaturas, greves e plenários de trabalhadores.
A taxa de imobilização de autocarros caiu 9,7 pontos percentuais face a 2024, mas manteve-se elevada, fixando-se em 30,1%. Em 2024 tinha sido 39,8%.
Ao longo de 2025, os SMTUC enfrentaram dificuldades de contratação e retenção de motoristas, encerrando o ano com 282 profissionais, menos 11 que em 2024.
No final de 2025, a rede contabilizava 110 linhas regulares e 1.537 pontos de paragem, com 657,8 quilómetros de extensão. Apenas 30,6% dos pontos tinham abrigo e 34,5% disponibilizavam informação ao público.
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